Ministro do STF estranhou solicitação da Procuradoria e aliados apontam que a própria Polícia Federal escolheu protocolar a investigação na Corte
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), tende a negar o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para que o inquérito envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, seja encaminhado à primeira instância. A informação foi relatada à CNN Brasil por aliados do magistrado.
PF protocolou investigação diretamente no Supremo
O argumento central que sustenta a posição de Mendonça é o fato de que a própria PF (Polícia Federal) optou por protocolar o pedido de investigação no Supremo. Para o entorno do ministro, essa decisão dos investigadores demonstra que eles próprios consideraram adequado que a Corte conduzisse a apuração das suspeitas.
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Outro ponto levantado por pessoas próximas ao ministro é que o protocolo ocorreu durante a presidência interina do ministro Alexandre de Moraes. Na ocasião, Moraes solicitou que a PGR se manifestasse sobre o caso, mas em nenhum momento avaliou que a investigação deveria tramitar na primeira instância. Esse histórico reforça, na visão dos aliados, que o pedido atual da Procuradoria carece de fundamento.
Gabinete de Mendonça nega responsabilidade por vazamentos
Aliados do ministro também refutam categoricamente a tese, difundida por petistas, de que os vazamentos sobre o caso teriam partido do STF. Segundo eles, essa hipótese poderia ser facilmente descartada por meio da análise da cadeia de custódia dos documentos. Afirmam, ainda, que não há qualquer interesse em vazar informações, já que um episódio dessa natureza poderia levar à anulação do processo e à retirada da investigação do gabinete de Mendonça — um desfecho que não interessa ao próprio ministro.
Exoneração de Marcola e a origem das informações
O entorno de Mendonça destaca também o episódio envolvendo a exoneração de Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula. Segundo os aliados, o governo tomou conhecimento das acusações contra Marcola e decidiu exonerá-lo antes que qualquer informação relacionada a ele chegasse ao gabinete do ministro no Supremo.
Isso significa, na avaliação dessas fontes, que o governo federal obteve a informação por um caminho completamente independente da Corte, o que reforça o argumento de que os vazamentos não têm origem no STF.