Justiça

Mauro Cid: ‘Os policiais queriam que eu falasse coisa que não sei, que não aconteceu’

Áudios vazados do tenente-coronel revelam bastidores do depoimento que o militar prestou durante nove horas à PF

Áudios vazados de Mauro Cid mostram um lado desconhecido do processo de delação que o tenente-coronel celebrou para se livrar da cadeia.

“Os policiais queriam que eu falasse coisa que eu não sei, que não aconteceu”, diz o militar, no material publicado pela Veja, nesta quinta-feira, 21.

Conforme a revista, trata-se de um diálogo com um amigo, na segunda-feira 11, que ocorreu depois de um depoimento de nove horas à PF. “Eles estão com a narrativa pronta”, afirmou Cid. “Eles não queriam saber a verdade, mas, sim, queriam só que eu confirmasse a narrativa deles.”

De acordo com Mauro Cid, o delegado que colheu as falas citou várias vezes o total da pena que Cid pegaria, em virtude dos casos em investigação. “Todas as vezes eles falavam: ‘Ó, mas a sua colaboração”, lembrou Cid. “Ó, a sua colaboração está muito boa’. O delegado até falou: ‘Vacina, por exemplo, você vai ser indiciado por nove negócios de vacina, nove tentativas de falsificação de vacina. Vai ser indiciado por associação criminosa e mais um termo lá’. Ele falou assim: ‘Só essa brincadeira são trinta anos para você’.”

Delação de Mauro Cid foi usada para implicar Bolsonaro

Em nove de setembro do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, homologou um acordo de delação premiada de Mauro Cid. Dessa forma, concedeu liberdade provisória ao ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Desde essa data, as declarações de Mauro Cid na delação têm sido usadas pela PF para fazer operações contra o ex-presidente e pessoas próximas a ele. As informações são da Revista Oeste.

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2 Comentários

  1. Essa Gestapo do alexandre de morais e do luladrão vai ser confrontada também! Não escaparão do julgamento popular! Serão tratados como cúmplices de uma narrativa para incriminar as pessoas de bem!

  2. Sendo verdade o que afirma o Mauro Cid, estamos diante de uma investigação fora dos parâmetros legais. Podemos comparar com as investigações realizadas pela KGB, na União Soviética, e Gestapo, no regime nazista. Nunca pensei que a Polícia Federal chegasse a essa inversão de valores.
    Ultrapassamos o fundo do poço da ignomínia policial.

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