Parlamentar americana celebra medida contra envolvidos com programa de cooperação com Cuba
A congressista María Elvira Salazar, do Partido Republicano, utilizou suas redes sociais para manifestar apoio às sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos contra autoridades ligadas ao Programa Mais Médicos, iniciativa criada no Brasil em 2013 durante o governo Dilma Rousseff.
Segundo Salazar, as chamadas “missões médicas” cubanas representam “um sistema de escravidão moderna do regime cubano”. Ela elogiou a decisão da administração Donald Trump, que recentemente aplicou sanções a indivíduos e entidades envolvidas com o programa.
Pressão econômica sobre o regime cubano
Salazar defende a continuidade da pressão econômica sobre o governo de Cuba, classificando o acordo com o Brasil como uma forma de financiar a “elite castrista” e seus mecanismos de repressão. De acordo com ela, os recursos obtidos com os contratos internacionais de trabalho médico não beneficiam os profissionais da saúde, mas alimentam o regime.
A congressista enviou um recado direto aos governos e pessoas que colaboraram com a iniciativa:
“Vocês não serão bem-vindos na terra da liberdade”.
¡FANTÁSTICO!
August 13, 2025
Llevo tiempo denunciándolo y la Administración Trump sí lo entiende: los médicos cubanos en las llamadas “misiones médicas” son esclavos modernos del régimen.
Debemos seguir asfixiando al régimen, porque ya sabemos a quién beneficia el dinero que cada país paga por… https://t.co/Hqs9F51qaF
Cuba ficava com 70% dos salários
O Programa Mais Médicos, idealizado para ampliar o atendimento em regiões carentes do Brasil, contou com a cooperação do governo cubano por meio de um acordo intermediado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Pelo contrato, os profissionais cubanos recebiam apenas 25% dos vencimentos, sendo que:
- 70% do valor (estimado em R$ 12 mil) ia para o regime de Cuba;
- 5% ficava com a OPAS.
Muitos dos médicos cubanos alegaram desconhecer os termos contratuais firmados entre o governo brasileiro e o então líder cubano, Raúl Castro.
Fim da participação cubana no programa
Com a eleição de Jair Bolsonaro em 2018, a parceria foi encerrada. O governo cubano ordenou a retirada dos profissionais de saúde, que retornaram a Cuba. A interrupção foi motivada pelas críticas do novo presidente às condições do acordo e à atuação de Cuba no Brasil.
Recentemente, o programa voltou a gerar controvérsia internacional, quando o secretário de Estado Marco Rubio anunciou sanções contra os envolvidos no que classificou como “programa de exploração de mão de obra cubana”.