Instituição inverte siglas de estados e omite o Acre em material oficial produzido sob gestão Pochmann
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou um mapa da Amazônia Legal com erros básicos na identificação dos estados brasileiros. Entre as falhas, estão a inversão das siglas de Mato Grosso (MT) e Mato Grosso do Sul (MS), além da omissão do nome do Acre.
Apesar dos equívocos, o arquivo continua disponível no site oficial do IBGE. O material foi produzido em 2024, durante a gestão do economista Marcio Pochmann, nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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O erro ocorre em uma região sensível, a Amazônia Legal, que engloba nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão. Área essencial para a formulação de políticas públicas ambientais e de fiscalização, o erro no mapa tem repercussão nacional e internacional.
Reincidência de erros no IBGE
Não é a primeira vez que o IBGE enfrenta críticas por falhas em materiais didáticos e geográficos. Em 2023, o órgão lançou a 9ª edição do Atlas Geográfico Escolar, que continha erros na representação da formação dos continentes.
Entre os problemas, estavam:
- Troca dos mapas dos períodos Jurássico e Cretáceo;
- Inversão de eventos separados por 70 milhões de anos;
- Dados imprecisos sobre duração e cronologia dos períodos geológicos.
Repercussão entre especialistas
A publicação do atlas cometeu erros que preocuparam professores e especialistas em educação, especialmente por ser uma obra amplamente utilizada em escolas públicas e privadas em todo o Brasil.
Esses episódios alimentam as críticas à nova gestão do IBGE, que vem sendo questionada quanto à confiabilidade técnica dos dados divulgados. Pochmann assumiu a presidência do instituto com a promessa de reformular a abordagem da instituição, mas enfrenta desconfiança da comunidade científica e educacional.
Mapa-múndi invertido também gerou polêmica
Outro caso controverso foi o lançamento do mapa-múndi invertido, também durante a gestão de Pochmann. A justificativa do IBGE foi “destacar o Brasil no cenário mundial“, mas a iniciativa recebeu fortes críticas por parte de geógrafos e educadores.