Política

Lula provoca Trump: ‘Não sabe o que é um nordestino nervoso’

Em Sorocaba, Lula provocou Trump ao dizer que ele não sabe o que é um nordestino nervoso e reafirmou busca por paz

provoca Trump: ‘Não sabe o que é um

Uma cerimônia de inauguração do novo campus do Instituto Federal de (IFSP), em Sorocaba, no interior paulista, foi o cenário escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para endurecer o tom contra o governo americano na manhã desta sexta-feira, 10.

Trump não sabe o que é pernambucano, senão ele não fazia ameaça nunca aqui. Se ele soubesse o que é um nordestino nervoso, ele não brincaria com o Brasil“, afirmou Lula durante o discurso.

Receba no WhatsApp as principais notícias do dia em primeira mão

Entre no grupo

Referência ao “nordestino nervoso” gera debate

Ao mobilizar a imagem do “nordestino nervoso”, o presidente recorreu a um símbolo cultural de resistência — ou a uma caricatura preconceituosa? — para sinalizar que o Brasil não cederia diante de pressões externas vindas de Washington.

Na sequência, Lula foi mais direto em relação a Donald Trump: disse que, se o líder americano “quiser guerra, que vá para outro lado do planeta“, e fez questão de reforçar a posição pacifista do governo brasileiro.

O presidente equilibrou o recado político com a reafirmação de princípios diplomáticos: “Nós não queremos guerra, nós queremos paz“, declarou, destacando que as verdadeiras prioridades nacionais são o desenvolvimento, a educação e o bem-estar da população.

Eleições na Hungria no radar do Planalto

O pronunciamento de Lula aconteceu no mesmo dia em que Donald Trump manifestou disposição de utilizar o poder econômico dos Estados Unidos para apoiar , primeiro-ministro da Hungria, em uma eleição considerada disputada neste fim de semana.

Preocupação com interferência externa

No Palácio do Planalto, as parlamentares húngaras, marcadas para o domingo, 12, são vistas com preocupação. O governo avalia que o resultado das ações de Trump em favor de Orbán pode servir como indicador de maior ou menor interferência nas eleições brasileiras de outubro.

Direita europeia encontra resistência

Para a gestão petista, o pleito húngaro também funciona como termômetro do avanço da direita na Europa. A avaliação é de que esse movimento tem encontrado obstáculos em diferentes países: nas eleições municipais da França, o partido de Marine Le Pen teve desempenho abaixo do esperado, e o referendo constitucional na Itália representou uma derrota para a primeira-ministra Giorgia Meloni.

Além do cenário europeu, o governo Lula monitora disputas em outros países da América Latina sob essa mesma perspectiva, avaliando possíveis desdobramentos para o ambiente político doméstico no Brasil.


Publicidade
Debate editorial

1 comentário

  1. “Se quiser guerra não venha para cá”! Só faltou pedir “por favor!

    “A gente num quer guerra, a gente quer paz”! Só quem está falando em guerra é o Ladrão!

    Vai lá, Lula! Vai mostrar pro Trump o que é um nordestino nervoso! Vai, POR FAVOR!!!

Participe da conversa

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados.