Filósofo reage a ofensiva de EUA e Israel e ironiza possível alinhamento brasileiro ao regime dos aiatolás
O filósofo e escritor Luiz Felipe Pondé se manifestou nas redes sociais sobre o ataque militar conjunto realizado por Estados Unidos e Israel contra o Irã, neste sábado (28). Em tom crítico, ele direcionou suas declarações a setores da esquerda brasileira, apontando o que classificou como simpatia ideológica por regimes autoritários.
No comentário publicado, Pondé ironizou a possibilidade de o governo brasileiro assumir uma postura ativa em defesa de Teerã. Segundo ele:
“Talvez ele fique querendo formar uma força especial do Exército brasileiro para ir apoiar o regime dos aiatolás. Eu imagino também toda a moçadinha da esquerda, que adora os aiatolás, inclusive quando eles estavam matando a população iraniana há pouco tempo; essa moçadinha estava quase andando com fotos dos aiatolás e bandeira do regime teocrático para festejar, porque você sabe como funciona a cabeça de gente ideológica, né?”
Questionamentos ao governo brasileiro
Além das críticas direcionadas a militantes e simpatizantes da esquerda, o filósofo levantou dúvidas sobre qual seria a posição oficial do governo de Luiz Inácio Lula da Silva diante da escalada no Oriente Médio.
Ele questionou se o Palácio do Planalto poderia se posicionar novamente em defesa do regime iraniano sob o argumento de oposição ao que chamou de “imperialismo americano e israelense”.
“Será que o governo Lula vai, novamente, se posicionar em defesa do regime dos aiatolás para manter sua postura contra o imperialismo americano e israelense?
Esmagar sua própria população é perdoável para a nossa esquerda?
O regime iraniano representa, de fato, a luta pela democracia?”
Ah Ponde! pic.twitter.com/4rojZJOET3
— Cida Abreu 🇺🇦💙🇮🇱 (@AparecidaAngela) March 1, 2026
Debate ideológico em meio ao conflito
As declarações de Pondé surgem em meio à intensificação do confronto envolvendo o Irã, os Estados Unidos e Israel. O episódio reacendeu discussões no Brasil sobre política externa, alinhamentos diplomáticos e a forma como diferentes correntes ideológicas interpretam conflitos internacionais.
O filósofo utilizou linguagem irônica para provocar o debate, associando parte da esquerda a uma postura de tolerância com governos que, segundo ele, acumulam denúncias de violações de direitos humanos.
O posicionamento reforça a polarização no cenário político brasileiro, especialmente em temas ligados à política internacional e às relações com regimes estrangeiros.