Propriedade rural em Minas Gerais foi dada como garantia em empréstimo que jamais foi quitado
Um projeto cinematográfico envolvendo o renomado designer de carros de luxo Horacio Pagani acabou se transformando em pesadelo para um investidor identificado como Lauro. Ele teve uma fazenda avaliada em R$ 8 milhões, localizada em Minas Gerais, tomada judicialmente após um negócio intermediado pela lobista Roberta Luchsinger, que é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Como o negócio foi apresentado ao investidor
Conforme revelou o Fantástico, da Rede Globo, os fatos ocorreram em 2026. Roberta Luchsinger procurou Lauro para falar sobre a produção de um documentário que envolveria Horacio Pagani. De acordo com a lobista, a obra audiovisual teria custo estimado em 4 milhões de dólares — cerca de R$ 20,7 milhões —, financiados por um fundo de investimento sediado no Bahrein.
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Havia, no entanto, uma condição prévia: antes da liberação dos recursos pelo fundo estrangeiro, seria preciso contratar um empréstimo-ponte no valor de 300 mil dólares, equivalente a R$ 1,5 milhão. Para atuar como avalista nessa operação, Lauro recebeu a promessa de um pagamento de R$ 40 mil.
A decisão que custou o patrimônio de uma vida
Convencido pela proposta, Lauro aceitou participar do negócio e ofereceu sua fazenda em Minas Gerais como garantia do empréstimo. O desfecho, porém, foi desastroso: o fundo de investimento do Bahrein nunca se concretizou, e as parcelas do empréstimo-ponte ficaram sem pagamento. Por decisão judicial, a propriedade rural foi transferida ao credor.
Em depoimento ao Fantástico, Lauro expressou a dimensão da perda: “Tudo o que eu tinha estava lá”, afirmou. E completou, emocionado: “Não é a questão da propriedade em si, é o sonho.”
Versão da lobista e situação judicial
Roberta Luchsinger, em sua defesa, declarou que Lauro tinha plena ciência dos riscos envolvidos no investimento. Ela também alegou ter sido enganada pelo projeto.
Atualmente, Luchsinger encontra-se presa, sendo investigada por suspeita de corrupção e tráfico de influência. Segundo a PF (Polícia Federal), ela atuou em conjunto com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.