Deputado petista move ação por calúnia, difamação e injúria contra Alfredo Gaspar após declarações em coletiva de imprensa
Uma queixa-crime protocolada no Supremo Tribunal Federal coloca frente a frente dois deputados federais. De um lado, Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara. Do outro, Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS. O motivo: declarações feitas por Gaspar em coletiva de imprensa no dia 27 de março, nas quais acusou o parlamentar petista de ter consumido cocaína antes de ingressar no Congresso Nacional.
O que disse Alfredo Gaspar na coletiva
Diante de jornalistas, o deputado de oposição disparou contra Lindbergh Farias: “Deveria estar preso, criminoso. Você atacou a honra de um homem de bem. Deve ter cheirado cocaína. Deve ter vindo a serviço”. A fala foi direcionada ao petista e provocou a reação judicial que se seguiu.
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Além da acusação envolvendo drogas, o documento apresentado pela defesa de Lindbergh elenca outros termos ofensivos supostamente proferidos por Gaspar, entre eles “cafetão”, “ladrão” e “líder da bandidagem”.
Defesa de Lindbergh sustenta ataque à honra parlamentar
A equipe jurídica do deputado petista argumenta que as declarações atingem diretamente a honra de um representante eleito pelo povo. No texto da ação, a defesa afirma: “Não há dúvidas de que a imputação realizada pelo querelado desonra o querelante, deputado federal eleito para representar diversos brasileiros, ao ser falsamente acusado de ter cheirado cocaína durante o expediente de trabalho”.
A ação enquadra as falas de Gaspar nos crimes de calúnia, difamação e injúria, destacando que foram proferidas durante o expediente parlamentar de Lindbergh.
Contexto: denúncia de estupro de vulnerável na Polícia Federal
Segundo os advogados de Lindbergh Farias, os ataques verbais aconteceram logo depois que o deputado petista e a senadora Soraya Thronicke (PSB) denunciaram falsamente Alfredo Gaspar à Polícia Federal por suposto estupro de vulnerável.
Gaspar também acionou o STF contra Lindbergh
O embate judicial não é unilateral. No dia 31 de março, o relator da CPMI do INSS também recorreu ao Supremo Tribunal Federal contra Lindbergh Farias, em razão das denúncias apresentadas pelo petista.
A queixa-crime de Lindbergh foi encaminhada ao ministro Edson Fachin, atual presidente do STF, que ficará responsável por analisar o caso.
Honra?Que honra a da Odebrecht?