Primeira-dama tentou cumprimentar convidados sul-coreanos no idioma asiático durante pré-estreia de mostra de cinema em São Paulo
Em mais um episódio que evidencia a atuação controversa de Janja da Silva na cena diplomática, a primeira-dama brasileira decidiu testar seus conhecimentos de coreano diante de uma plateia oficial no Centro Cultural São Paulo, na terça-feira, 28. O resultado foi um dos momentos mais comentados — e questionados — da agenda bilateral entre Brasil e Coreia do Sul.
Um cumprimento que chamou atenção pelos motivos errados
A cena ocorreu durante a pré-estreia da 15ª Mostra de Cinema Coreano, quando Janja tentou cumprimentar os convidados com um “annyeonghaseyo” — que significa “olá” em coreano. Ao lado da primeira-dama sul-coreana, Kim Hye-kyung, a petista surpreendeu o público com a tentativa linguística improvisada, gerando repercussão nas redes sociais.
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Num evento oficial de caráter diplomático, a iniciativa levanta o debate sobre os limites da espontaneidade. Enquanto líderes de Estado costumam contar com assessoria de protocolo para evitar gafes, Janja parece preferir conduzir suas aparições à própria maneira — nem sempre com os melhores resultados.
Visita sul-coreana e agenda de cooperação
O episódio integrou a programação paralela da visita oficial do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, ao Brasil. Enquanto os presidentes discutiam acordos de cooperação econômica, tecnologia e indústria, as primeiras-damas participavam de atividades voltadas ao intercâmbio cultural.
Em seu discurso, Janja afirmou que a presença da delegação sul-coreana funcionava como uma retribuição à recepção que ela e o presidente Lula da Silva haviam recebido em Seul, em fevereiro deste ano. Segundo a primeira-dama, aquela viagem resultou na assinatura de acordos nas áreas de educação, esporte, energia, tecnologia industrial e desenvolvimento aeroespacial.
Parceria entre USP e academia sul-coreana de cinema
A programação do dia também trouxe a formalização de uma parceria entre a Universidade de São Paulo (USP) e a Korean Academy of Film Arts (Kafa). O objetivo é promover a formação de novos cineastas e fortalecer a cooperação audiovisual entre os dois países.
Apesar do conteúdo relevante da agenda, foi a performance linguística de Janja que dominou a repercussão do evento — uma marca que se repete em suas aparições públicas, nas quais o protagonismo pessoal frequentemente ofusca o teor institucional dos compromissos.
Agenda começou no dia anterior, em Brasília
Antes do evento em São Paulo, Janja já havia acompanhado Kim Hye-kyung na segunda-feira, 27, durante visita à exposição “Festa de Luz: as Festas Populares e a Arte Brasileira”, em Brasília. A programação fazia parte da agenda diplomática do casal presidencial sul-coreano no Brasil.
É inevitável questionar até que ponto essas aparições cumprem seu papel diplomático ou se transformam, cada vez mais, em palco para as iniciativas pessoais da primeira-dama, que segue ocupando espaços de visibilidade sem cargo eletivo nem mandato institucional.