Donald Trump eleva tensão no Oriente Médio após negativa iraniana a plano de paz
A escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo capítulo após o governo iraniano rejeitar uma proposta de acordo apresentada por Donald Trump. Em resposta, o presidente americano iniciou o posicionamento de cerca de 7 mil soldados próximos à região, indicando a possibilidade de uma ofensiva terrestre caso não haja avanço diplomático.
Reforço militar e preparação para confronto
Informações divulgadas pelo Pentágono apontam que aproximadamente 2 mil paraquedistas da 82ª Divisão Aerotransportada foram enviados ao Oriente Médio recentemente. Eles se juntam a cerca de 4,5 mil fuzileiros navais que já estavam a caminho da região.
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Aliados do governo afirmam que Trump está disposto a autorizar uma invasão em larga escala se Teerã continuar ignorando as tentativas de negociação feitas por Washington.
Um assessor do presidente resumiu a postura adotada pela Casa Branca em declaração ao Axios: “Trump tem uma mão aberta para um acordo e a outra fechada, esperando acertar você na cara”.
Plano de paz e rejeição iraniana
A proposta americana, estruturada em 15 pontos e inspirada em negociações semelhantes às realizadas em Gaza, previa exigências significativas ao Irã. Entre elas estavam o desmantelamento de seu programa nuclear e de mísseis de longo alcance, a reabertura do Estreito de Hormuz e o rompimento com grupos aliados armados.
No entanto, a televisão estatal iraniana informou que o regime recusou o cessar-fogo e apresentou suas próprias condições para qualquer negociação.
Exigências feitas por Teerã
O governo iraniano colocou uma série de شروط para avançar em um possível acordo, incluindo:
- Fechamento de todas as bases militares americanas no Golfo
- Pagamento de reparações financeiras
- Interrupção dos ataques israelenses contra o Hezbollah no Líbano
- Controle do Estreito de Hormuz, com cobrança de taxas de navios, nos moldes do Canal de Suez
As demandas foram classificadas por integrantes da administração americana como “ridículas” e “irreais”.
Impacto imediato no mercado de petróleo
A instabilidade geopolítica refletiu diretamente nos preços do petróleo. Após o anúncio inicial do plano, o barril do Brent caiu para US$ 97 na terça-feira, mas voltou a subir para US$ 102 no dia seguinte, evidenciando a volatilidade provocada pela crise.
Negociações indiretas e impasse diplomático
Sem diálogo direto entre Washington e Teerã, as negociações têm sido conduzidas por meio de intermediários, incluindo Egito, Turquia e Paquistão.
Antes da rejeição, Trump havia sugerido um cessar-fogo temporário de um mês para permitir discussões mais amplas sobre o plano. No entanto, as exigências iranianas foram consideradas incompatíveis com a proposta americana.
Estreito de Hormuz no centro do conflito
O controle do Estreito de Hormuz segue como um dos principais pontos de tensão. A Arábia Saudita se opõe à possibilidade de concessões ao Irã e tem pressionado os Estados Unidos a manterem a ofensiva.
O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, segundo relatos, tem incentivado Trump a adotar medidas mais duras, incluindo o uso de forças terrestres para assumir o controle de instalações energéticas iranianas.
Desconfiança e disputas internas
O governo iraniano demonstra forte desconfiança em relação a enviados americanos como Jared Kushner e Steve Witkoff, acusando-os de “traição” em negociações anteriores aos ataques realizados por EUA e Israel em 28 de fevereiro.
Autoridades iranianas defendem que o vice-presidente JD Vance assuma a liderança das negociações, por considerarem sua postura mais moderada após críticas à chamada Operação Fúria Épica.
Pressão internacional e tentativa de trégua
Com o aumento da tensão e o bloqueio do Estreito de Hormuz pelo Irã — fator que elevou os preços globais do petróleo — cresce também a pressão internacional por uma solução diplomática.
Na segunda-feira, Trump anunciou uma pausa de cinco dias nos ataques contra infraestrutura energética iraniana, tentando abrir espaço para retomar as negociações.
Liderança iraniana e ausência de diálogo
No cenário político interno do Irã, o presidente do parlamento, Mohammed-Baqer Qalibaf, passou a ser visto como principal liderança nas tratativas. Ainda assim, ele negou que qualquer diálogo direto com os Estados Unidos tenha sido iniciado até o momento.
Cenário de incerteza
Com tropas sendo mobilizadas, exigências consideradas incompatíveis e ausência de negociações diretas, o impasse entre os dois países aumenta o risco de um conflito de maiores proporções.