Irã condena primeira mulher à morte por protestos contra regime islâmico
O regime islâmico do Irã anunciou na terça-feira (14) a condenação à morte de quatro manifestantes envolvidos nos protestos contra o governo. Entre os condenados está Bita Hemmati, a primeira mulher a receber pena capital por participação nas manifestações antigoverno.
Bita será executada por enforcamento junto com seu marido, Mohammadreza Majidi Asl. As autoridades iranianas a acusam de uma série de crimes, incluindo uso de explosivos e armas, arremesso de objetos de locais elevados, depredação, perturbação da segurança nacional, ligação com grupos hostis, agressão às forças de segurança, entoação de slogans de protesto e envio de conteúdo considerado subversivo.
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Os outros dois manifestantes condenados são homens que residiam no mesmo edifício do casal em Teerã. Todos os quatro foram considerados culpados de agir em nome dos Estados Unidos, segundo as autoridades do país.

Desde o início da onda de protestos, o Irã já executou sete pessoas relacionadas às manifestações contra o regime. O número crescente de execuções demonstra o endurecimento da resposta governamental aos movimentos de oposição.
O Conselho Nacional da Resistência do Irã (CNRI), grupo opositor ao governo, fez um apelo às organizações internacionais para que intervenham e salvem os quatro manifestantes condenados, bem como outros prisioneiros políticos detidos no país.