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Investigação avança: PF cumpre mandados e Mendonça afasta diretor da Dataprev

Operação da PF investiga fraude de até R$ 6,3 bilhões no INSS e leva STF a afastar servidores.

Decisão do ministro André Mendonça ocorre durante a Operação Indébito, que investiga fraudes de até R$ 6,3 bilhões

Uma operação conduzida pela (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) resultou no cumprimento de mandados judiciais e no afastamento de servidores públicos suspeitos de participação em um esquema bilionário de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (). A medida foi determinada pelo ministro , do Supremo Tribunal Federal (STF).

A investigação integra a Operação Indébito, considerada um desdobramento da Operação Sem Desconto, e apura irregularidades que teriam ocorrido entre 2019 e 2024. Segundo os investigadores, os valores desviados podem alcançar R$ 6,3 bilhões.

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Diretor da Dataprev está entre os servidores afastados

Entre os quatro servidores afastados por decisão do STF está Alan Nascimento dos Santos, diretor de Relacionamento e Negócios da Dataprev, cargo que ele ocupava desde julho de 2021.

Além do afastamento, agentes também cumpriram mandado de busca e apreensão contra o servidor. Informações divulgadas pelo portal Metrópoles apontam que documentos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS indicam que Alan participou de reuniões com Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, dentro da sede da Dataprev.

Técnica do INSS também foi atingida pela decisão

A decisão do ministro André Mendonça também determinou o afastamento de Sandra Helena Lima do Nascimento, servidora do Seguro Social desde dezembro de 1984.

No momento em que foi afastada, ela exercia função comissionada no INSS.

Operação da PF cumpre mandados no Ceará e no Distrito Federal

A Operação Indébito foi deflagrada nesta terça-feira (17) e mobilizou agentes da Polícia Federal em diferentes localidades. As ações ocorreram principalmente no Ceará e no Distrito Federal.

Durante a operação, foram executados mais de 19 mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de e outras medidas cautelares determinadas pela Justiça.

Deputada federal é alvo da investigação

Entre os alvos das medidas judiciais está a deputada federal Maria Gorete (MDB-CE). A residência da parlamentar foi alvo de buscas realizadas pelos investigadores.

Além disso, ela deverá utilizar tornozeleira eletrônica como parte das medidas cautelares impostas no âmbito da investigação.

PF aponta suspeita de pressão sobre servidores

De acordo com a Polícia Federal, a parlamentar utilizava sua posição política para negociar diretamente com o INSS e manter contato com autoridades administrativas.

Segundo os investigadores, Maria Gorete “pressionava servidores públicos para acelerar processos” relacionados a interesses do grupo investigado.

Registros de propina citam nome da parlamentar

A Polícia Federal também afirma que o nome da deputada aparece em registros de pagamentos ilícitos ligados ao esquema.

Segundo os agentes, uma tabela enviada por mensagem associa à parlamentar o valor de R$ 780.433,50, indicado como possível pagamento de propina.

As investigações seguem em andamento para esclarecer o funcionamento do esquema e identificar todos os envolvidos nas irregularidades investigadas.



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