Instituto Lula mantém ‘exército do WhatsApp’ para defender o governo, diz jornal

Alvo da Lava Jato, organização utilizou 100 mil militantes para defender petista, combater Bolsonaro e disseminar desinformação
Youtuber Petista Gera 1 Bilhão De Views E Fatura Com Desinformação, Segundo Jornal Youtuber Petista Gera 1 Bilhão De Views E Fatura Com Desinformação, Segundo Jornal
Youtuber petista gera 1 bilhão de views e fatura com desinformação, segundo jornal | Foto: Reprodução/Redes sociais

Alvo da Lava Jato, organização utilizou 100 mil militantes para defender petista, combater Bolsonaro e disseminar desinformação

Em 2022, o Instituto , que permaneceu fora dos holofotes devido à Operação Lava Jato, mobilizou aproximadamente 100 mil militantes para difundir mensagens pró-Lula e anti-Bolsonaro (PL) através do WhatsApp. Mesmo após a vitória de Lula, os grupos mantiveram-se ativos, propagando campanhas em apoio ao governo e contra o ex-presidente, além de “desinformação”, conforme relatado pelo jornal O Estado S. Paulo.

Segundo o relato, a ideia original deste plano surgiu de Paulo Okamotto, ex-líder sindical, ex-presidente do instituto e encarregado da campanha de Lula em 2022. Ele teve o respaldo de estrategistas da equipe de Bernie Sanders, do Partido Democrata. Agora, a equipe do ministro Paulo Pimenta, da Secretaria de Comunicação, faz uso desses grupos.

Em conversa com o Estadão, Okamotto declarou que o instituto é “apartidário” e que os grupos de WhatsApp estavam sob a responsabilidade de voluntários. Ele mencionou que o seu propósito era “fortalecer a presença” na plataforma WhatsApp e “combater fake news”.

Cerca de 100 mil militantes divulgam mensagens pró-Lula no WhatsApp | Foto: Reprodução/Redes sociais

Estratégias de comunicação e disseminação

Foi divulgado pelo Estadão que o Palácio do Planalto mantém contato diário com os membros do que é conhecido como ‘gabinete da ousadia’. Esse grupo é composto por militantes do PT com milhões de seguidores em plataformas digitais, incluindo Thiago dos Reis, que são responsáveis por “publicar vídeos que misturam desinformação e ataques a adversários políticos”.

O Estadão revelou que entre os conteúdos mais populares publicados por Thiago, encontram-se títulos falsos, tais como “Anunciada a morte de Bolsonaro!”; “Revelada ligação de Bolsonaro com caso Marielle e provas aparecem!”; “Revelada ligação de Bolsonaro com Comando Vermelho”; e “Eduardo Bolsonaro ameaça de morte Alexandre de Moraes”.

Coordenação e operacionalização

O “programa de voluntários”, como era chamado internamente, trabalhava em conjunto com a campanha oficial para selecionar temas. Conhecido como “Zap do Lula”, “Time Lula” e “Evangélicos com Lula”, o ingresso nos grupos era feito através do site oficial de Lula. Ana Flávia Marques, especialista em comunicação digital, foi responsável pela operacionalização.

Ana Flávia foi a coordenadora de comunicação da campanha “Lula Livre” de 2018 a 2021 e também contribuiu para a campanha de Fernando Haddad em 2018. Ela elucidou que a estratégia de camadas foi eficaz, envolvendo quase 100 mil voluntários. O plano era mudar o apoio a Bolsonaro entre o público evangélico, uma área em que Lula estava em desvantagem.

Também são organizados pelos grupos mutirões para denunciar postagens de perfis políticos conservadores e para coordenar horários de postagens em redes sociais. Conteúdos como “Evangelho segundo Bolsonaro” eram disseminados, onde criticavam o ex-presidente com declarações como “Bolsonaro: o governo do ódio, da corrupção e da mentira”.

Os grupos, que são diferenciados por números e denominados como “Zap do Lula 2530” e “Zap do Lula 3500”, servem para o compartilhamento de conteúdos favoráveis ao governo. Links de postagens de influenciadores que estão alinhados com o governo, como é o caso de Thiago, também são compartilhados nestes grupos.

O registro do site oficial de Lula está em nome de Cleber Batista Pereira, um indivíduo com uma dívida previdenciária aproximada de R$ 100 mil.

Investigação e doações

A Lava Jato focou no Instituto Lula devido a doações de empreiteiras, suspeitas de serem lavagem de dinheiro. O STF colocou um freio nos casos. Em 2023, o processo envolvendo Paulo Okamotto foi suspenso por Ricardo Lewandowski, que na época era ministro do STF.

O plano da organização é retomar a aceitação de doações de empresas para a “formação política”, contando atualmente com o financiamento proveniente de contribuições de pessoas físicas.

Okamotto disse que os grupos de WhatsApp estão desmobilizados: “Eram supervoluntários que organizavam grupos de voluntários, mas com o final da campanha, esse grupo foi se diluindo”, diz. Ana Flávia Marques também afirmou que os grupos são mantidos por voluntários e que a organização não é mais a mesma sem a campanha. As informações são da Revista Oeste.


2 comments
  1. O pior é que um monte de idiotas acreditaram. Não podemos esquecer que todos estes títulos foram divulgadíssimos pela grande mídia como se fossem a mais pura verdade. E agora, teve manipulação das eleições ou não teve? A grande maioria da população só aceita o que a mídia diz sem questionar ou investigar. Os vídeos editados fizeram um estrago enorme.

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