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Henkel critica decisão da Justiça sobre ação contra a Globo

O ex-jogador Walter Casagrande também era alvo da mesma ação

Nesta quarta-feira (17), a comentarista Ana Paula Henkel, da Jovem Pan, utilizou as redes sociais para criticar a decisão da Justiça em um processo apresentado por ela contra a Rede Globo e contra o ex-jogador Walter Casagrande. Em sua conta do Instagram, ela afirmou que foi uma sentença “incrivelmente ideológica e recheada de retórica política”.

Henkel decidiu ir à Justiça após uma publicação de Casagrande no site do Globo Esporte. Segundo ela, as declarações de Walter tinham intenção de ofendê-la.

Em fevereiro de 2021, Casagrande chamou a ex-atleta de “defensora de tudo que é ruim em nossa sociedade” e completou: “[Peço] desculpas por ter posto no meio de vocês [atletas], e por muito tempo, uma pessoa intragável, prepotente, arrogante, defensora de armas, que se disfarçou de jogadora de vôlei”. Na época, Ana Paula decidiu acionar a Justiça pedindo direito de resposta e o pagamento de uma indenização no valor de R$ 10 mil.

Ao falar sobre a decisão, Henkel também criticou a juíza Rosana Moreno e disse que a sentença “não mostra capacidade técnica para aplicar as leis e tampouco imparcialidade”.

Leia a íntegra do que disse a comentarista:

Como prometido ontem nos Pingos – e aqui estão os nossos comentários sobre o assunto -, disponibilizo a sentença incrivelmente ideológica e recheada de retórica política da juíza ROSANA MORENO SANTISO no caso contra o ex-jogador Casagrande e a Rede Globo.

Ainda cabe recurso, mas o fato de ter havido um pré-conceito sobre a minha pessoa pela juíza – que em nove páginas claramente não se ateve ao OBJETO do processo – é estarrecedor. Igualmente chocante é o fato de que a juíza assinou a tal “carta pela democracia” da USP – aquela que militantes petistas em várias áreas assinaram – mas que todos nós sabemos que foi criada para expressar apoio a um político corrupto e ex-presidiário – condenado em três instâncias por JUÍZES SÉRIOS – e que foi solto, por juízes ativistas, para concorrer a presidente.

A juíza ROSANA MORENO SANTISO, que na sentença faz julgamentos sobre a minha pessoa, mostra desconhecer minhas falas – todas gravadas no programa Os Pingos nos Is – sobre o deputado Daniel Silveira, não mostra capacidade técnica para aplicar as LEIS e tampouco IMPARCIALIDADE.

Como mostrarei, nenhum de nós nos Pingos jamais defendeu as falas e o vídeo do deputado – mas o respeito ao DEVIDO PROCESSO LEGAL e À CONSTITUIÇÃO. Uma prisão de ofício contra um parlamentar, decretada inconstitucionalmente por um ministro do STF, jamais será defendida por mim – seja qual for a vertente política ou o partido daquele parlamentar ou cidadão.

Um judiciário usado como arma política para ameaçar, tentar calar opositores políticos, coagir e silenciar cidadãos – seja no Brasil ou nos EUA, como está acontecendo – não pode ser tolerado por quem, de fato, tem Constituições e o império das leis como o ÚNICO norte possível para uma democracia plena, estabelecida em pilares republicanos sólidos.

Juízes ativistas – em instâncias inferiores ou no STF – mancham a reputação de juízes sérios e minam a confiança da população no sistema judiciário. Como muito bem disse Antonin Scalia, um dos mais respeitados juízes da Suprema Corte Americana: “A Constituição não é um documento vivo que muda de acordo com a vontade do juiz. O juiz que sempre gosta dos resultados que alcança é um mau juiz”.

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