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Hamas aceita libertar reféns, mas pede negociações sobre plano de paz de Trump

Hamas aceita libertar reféns e ceder Gaza a tecnocratas, mas evita tratar de desarmamento no plano de Trump.

Grupo palestino admite entregar administração de Gaza, mas evita falar em desarmamento; Washington deve reagir ainda neste fim de semana

O declarou nesta sexta-feira (3) que aceita parte do plano de 20 pontos proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald , para encerrar a guerra em . O grupo afirmou estar disposto a libertar reféns israelenses e a entregar a administração do enclave, mas condicionou outros pontos a futuras negociações.

A resposta foi divulgada poucas horas depois de Trump impor prazo até domingo para que os militantes palestinos aceitassem ou rejeitassem o acordo. Em Washington, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que o presidente americano fará um pronunciamento específico sobre a posição do Hamas.

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Declaração oficial do grupo

Em comunicado, o movimento reconheceu os esforços internacionais:

“Aprecia os esforços árabes, islâmicos e internacionais, assim como os do presidente americano , que exigem o fim da guerra na Faixa de Gaza, a troca de prisioneiros e a entrada imediata de ajuda.”

O ponto mais concreto foi a concordância em relação aos cativos:

“O movimento anuncia sua aprovação da liberação de todos os prisioneiros da ocupação, tanto vivos quanto remanescentes, de acordo com a fórmula de troca contida na proposta do presidente Trump, com as condições de campo necessárias para sua implementação.”

Ainda assim, o Hamas deixou claro que a proposta será negociada ponto a ponto, indicando que aceita iniciar conversas mediadas de imediato para tratar dos detalhes.

Silêncio sobre desarmamento

Um dos pontos mais delicados, o desarmamento do grupo, não foi mencionado no pronunciamento. Essa é uma exigência central de Israel e dos Estados Unidos, mas o Hamas tem se recusado sistematicamente a aceitá-la.

Futuro de Gaza

No que diz respeito à governança, o Hamas disse estar disposto a transferir o controle administrativo da Faixa de Gaza para uma entidade palestina formada por tecnocratas independentes, desde que seja fruto de um consenso nacional e tenha respaldo árabe e islâmico.

O plano de Trump

Apresentada no início da semana ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a proposta americana prevê:

  • libertação dos 48 reféns restantes (cerca de 20 estariam vivos);
  • renúncia do Hamas ao poder em Gaza e entrega das armas;
  • retirada parcial de Israel do território;
  • libertação de centenas de prisioneiros palestinos;
  • entrada de ajuda humanitária e início da reconstrução.

O acordo também prevê que o território, onde vivem cerca de 2 milhões de palestinos, ficaria sob uma forma de governança internacional supervisionada diretamente por Donald Trump e pelo ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

O texto, contudo, não prevê a criação de um Estado palestino unificado com a Cisjordânia, uma das principais demandas históricas da causa palestina.


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