Política

Grupo com voto facultativo cresceu 15% desde 2022: o que muda para quem tem 70 anos ou mais nas eleições?

Quase 17 milhões de brasileiros com 70 anos ou mais podem votar em 2026, mas não são obrigados; grupo cresceu 15% desde 2022.

Grupo cresceu 15% desde 2022 e já representa mais de um em cada dez brasileiros aptos a votar, segundo o TSE

Quase 17 milhões de eleitores com 70 anos ou mais estão habilitados a participar das de 2026. O primeiro turno acontece neste domingo, 4 de outubro. Esses eleitores podem votar, mas não têm obrigação de ir às urnas. A Constituição Federal estabelece o para essa faixa etária.

A mesma regra se aplica a jovens de 16 e 17 anos e a analfabetos. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o contingente com mais de 70 anos cresceu 15% em relação ao pleito de 2022. Hoje, ele corresponde a mais de um em cada dez eleitores do país.

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O que muda para quem não é obrigado a votar

Ao completar 70 anos, o eleitor não precisa mais justificar uma eventual ausência. Também não paga se deixar de votar. Ele pode, porém, manter a inscrição regular na Justiça Eleitoral e votar normalmente.

A situação é a mesma para quem tem 16 ou 17 anos. Neste ano, cerca de 1,6 milhão de jovens nessa idade estão aptos a votar.

Tamanho do eleitorado

Mais de 158 milhões de pessoas poderão votar no primeiro turno. O total supera em 2,2 milhões o registrado nas eleições gerais de 2022, uma alta de mais de 1%.

Esses eleitores estão espalhados por 5,5 mil municípios brasileiros e por 186 cidades no exterior. A ocorrerá em aproximadamente 517 mil seções eleitorais, distribuídas em 2,6 mil zonas eleitorais.

Maiores colégios eleitorais

Entre os Estados, São Paulo lidera, com mais de 34 milhões de pessoas aptas a votar. Minas Gerais aparece em seguida, com 16,3 milhões. O Rio de Janeiro ocupa a terceira posição, com quase 13 milhões. Juntos, os três reúnem mais de 63 milhões de eleitores.

Na comparação entre municípios, a capital paulista é o maior colégio eleitoral do país, com mais de 9 milhões de eleitores. Depois dela vêm Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Salvador.

Perfil mais velho

O cadastro do TSE também revela que as faixas etárias mais altas ganharam espaço. As pessoas com 60 anos ou mais eram quase 33 milhões em 2022 e chegam a 37 milhões em 2026. São 4,5 milhões de eleitores a mais nesse grupo, cuja fatia no subiu de 21% para 23%.

Ainda assim, a faixa mais numerosa é a de 40 a 44 anos, com quase 16 milhões de eleitores. Logo atrás estão os grupos de 45 a 49 anos e de 35 a 39 anos, cada um com 15 milhões.

Maioria feminina e avanço da biometria

As mulheres formam a maior parte do eleitorado. São quase 83 milhões, ante aproximadamente 75 milhões de homens. Elas respondem por cerca de 52% das pessoas aptas a votar.

Os números mostram ainda a expansão da identificação biométrica. Em 2026, 141 milhões de eleitores têm biometria cadastrada, o equivalente a 89% do eleitorado. Outros 17 milhões ainda não têm o registro. Em 2022, a biometria cobria 75% dos eleitores.

O que está em disputa

Nas urnas, os brasileiros vão escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Se houver segundo turno, ele será realizado em 25 de outubro.


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