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Governo Lula reconduz procuradora ‘xerifa’ que combateu fraudes no INSS sob Bolsonaro

Governo Lula reconduz procuradora que suspendeu fraudes de entidades sobre benefícios do INSS em 2019.

Márcia Eliza de Souza retorna à direção de Benefícios do órgão após histórico de enfrentamento a entidades fraudulentas

O convocou a procuradora Márcia Eliza de Souza para reassumir a direção de Benefícios do . Márcia foi a primeira servidora a enfrentar o esquema de descontos ilegais praticado por entidades sobre os benefícios de e pensionistas, já em 2019, durante o governo Bolsonaro.

O inquérito da que investiga o caso detalha o esforço da procuradora para estancar fraudes milionárias, que continuaram a se expandir nas gestões seguintes.

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Em maio de 2019, ela suspendeu os descontos da Associação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Asbapi), após um grande volume de reclamações. A iniciativa gerou a abertura de inquérito no Ministério Público de São Paulo.

Ação levou à rescisão de acordos com quatro associações

Com a intensificação das apurações, o INSS rescindiu acordos com outras três entidades:

  • Abamsp (Associação Beneficente de Auxílio Mútuo dos Servidores Públicos);
  • Anapps (Associação Nacional de Aposentados e Pensionistas da Social);
  • Centrape (Central Nacional de Aposentados e Pensionistas do Brasil).

O impacto foi direto:

  • A Anapps, que faturou R$ 28 milhões em 2019, arrecadou apenas R$ 320 em 2020;
  • A Abamsp caiu de R$ 52 milhões para R$ 188;
  • A Centrape despencou de R$ 45 milhões para R$ 125;
  • A Asbapi, com R$ 33 milhões no ano anterior, não arrecadou nada no ano seguinte.

Justiça e devolução de valores aos segurados

As entidades foram chamadas a prestar esclarecimentos ao Ministério Público, incluindo o sindicalista Canindé Pegado, da CGT, que assinou o acordo da Centrape com o INSS em 2015, no governo Dilma Rousseff.

A Asbapi recorreu à Justiça Federal para contestar a suspensão, mas foi derrotada. Em outubro de 2019, o INSS devolveu R$ 14 milhões aos segurados, valores descontados indevidamente, e reteve R$ 57 milhões que seriam repassados às instituições.

Esquema persistiu após afastamento de Márcia

Apesar das medidas firmes adotadas por Márcia Eliza, o esquema voltou a operar em escala ainda maior nas gestões seguintes. Seu retorno à diretoria de Benefícios é visto como uma tentativa do governo de retomar o controle sobre fraudes que assolam o sistema previdenciário.


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