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Governo Lula libera compra sem licitação de alimentos afetados pelo tarifaço dos EUA

Governo Lula autoriza compras públicas sem licitação de alimentos afetados pelo tarifaço dos EUA para reduzir perdas de exportadores.

Portaria define critérios para produtores e empresas prejudicados por tarifas adicionais impostas pelos EUA

O governo federal publicou, na sexta-feira 22, uma portaria interministerial que estabelece os critérios para compras públicas de alimentos produzidos por exportadores brasileiros que sofreram prejuízos devido às tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos.

A medida integra o pacote de socorro anunciado pelo presidente Luiz Inácio da Silva, com o objetivo de reduzir os impactos do tarifaço sobre o setor agroexportador.

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A norma autoriza a aquisição sem licitação, mas não prevê mecanismos de fiscalização específicos contra fraudes. Segundo o texto, a responsabilidade pelas compras ficará a cargo de cada órgão ou entidade pública contratante.

Critérios para produtores e empresas

Poderão participar do programa:

  • Empresas exportadoras que deixaram de vender ao mercado americano em razão das tarifas, mediante comprovação das perdas e apresentação do histórico de vendas desde janeiro de 2023;
  • Produtores rurais, que deverão entregar uma autodeclaração de prejuízos para ter acesso às compras excepcionais.

Alimentos incluídos na lista

A lista de produtos elegíveis para aquisição pelo poder inclui:

  • Açaí
  • Água de coco
  • Castanha-de-caju
  • Castanha-do-brasil
  • Manga
  • Mel
  • Uvas frescas
  • Pescados como corvina, pargo e tilápia (em diversas formas de apresentação)

De acordo com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a medida oferece uma alternativa para escoar a produção nacional:

“São vários produtos que agora podem ser comercializados com o governo federal, Estados e municípios, minimizando os impactos do tarifaço.”

Plano Brasil Soberano amplia medidas de apoio

A iniciativa faz parte do Plano Brasil Soberano, que prevê ainda:

  • R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para crédito com taxas reduzidas;
  • Ampliação de linhas de financiamento;
  • Prorrogação da suspensão de tributos;
  • Aumento da restituição pelo Reintegra;
  • Incentivo à compra de alimentos por órgãos públicos.


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