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Governo Lula fecha contrato de R$ 328 milhões com empresa investigada pela PF

Esplanada Serviços Terceirizados LTDA, alvo da Operação Dissímulo, fornecerá mão de obra para 12 ministérios

Esplanada Serviços Terceirizados LTDA, alvo da Operação Dissímulo, fornecerá mão de obra para 12 ministérios

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), comandado pelo , firmou um contrato milionário com a Esplanada Serviços Terceirizados LTDA, empresa investigada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) por suspeita de fraude em licitações.

O contrato, no valor de R$ 328 milhões, prevê a contratação de 1.216 funcionários terceirizados para atuarem em 12 ministérios. A assinatura do acordo ocorreu poucos dias após a Esplanada ter sido alvo da Operação Dissímulo, deflagrada em 11 de fevereiro deste ano.

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Empresa é suspeita de simular concorrência em licitações

Segundo as investigações, a Esplanada faria parte de um grupo de empresas que fraudava licitações públicas ao simular concorrência entre si. A empresa foi alvo de mandado de busca e apreensão, durante o qual a PF apreendeu celulares comerciais e o computador do dono da Esplanada, André Luis Silva de Oliveira.

Um dos indícios que chamam atenção é a suposta ligação da Esplanada com a R7 Facilities, principal investigada na operação. A Esplanada teria entregue panetones com a imagem do ex-deputado Carlos Tabanez, apontado como um dos donos da R7.

Apesar disso, o empresário André de Oliveira nega qualquer relação comercial com a R7:
“Pode ir lá, pode pegar… até meu celular pessoal eu não troquei. Eu não devo nada. Eu não tenho conluio com essa turma” – declarou.

Outro fato que levanta suspeitas é que, mesmo após a R7 ter sido habilitada na mesma licitação, a Esplanada, que ficou em segundo lugar, não apresentou recurso contra a concorrente, atitude considerada atípica em certames desse porte.

Governo defende a contratação

O Ministério da Gestão afirmou que todos os procedimentos foram realizados em conformidade com a legislação vigente e que, no momento da homologação, não havia processos administrativos sancionadores contra a Esplanada.

“Toda a documentação apresentada foi analisada rigorosamente, com base nos requisitos do edital e da legislação aplicável”, disse o ministério em nota.

O governo também alegou que, sem impedimentos legais formais, não poderia recusar a contratação da empresa.

Licitação milionária e desclassificação da principal investigada

A R7 Facilities, ligada diretamente ao principal foco da Operação Dissímulo, chegou a ser habilitada no processo de R$ 328 milhões, mas acabou desclassificada por não comprovar capacidade de prestação dos serviços e pela falta de documentos relacionados à desoneração da folha de pagamento.

A Esplanada, então, assumiu o contrato sem maiores obstáculos.


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