Vacina contra meningite B permanece fora do calendário público infantil no país
O alto custo e questões logísticas mantêm a vacina contra meningite B longe do alcance das crianças brasileiras menores de 1 ano através do sistema público de saúde. A publicação no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 17, confirmou que o imunizante continuará ausente do calendário do Sistema Único de Saúde.
Custos elevados limitam acesso das famílias
Na rede privada, cada dose da vacina contra meningite B custa entre R$ 600 e R$ 750. O esquema completo de imunização, que inclui duas a três aplicações no primeiro ano de vida mais um reforço, pode custar mais de R$ 2 mil por criança. Essa barreira financeira impede que muitas famílias tenham acesso à proteção contra o sorogrupo mais comum da doença meningocócica no Brasil.
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Enquanto isso, o SUS já disponibiliza gratuitamente vacinas contra outros tipos da bactéria, incluindo os sorogrupos C e ACWY. A ausência do tipo B, porém, deixa uma lacuna importante na proteção infantil.
Critérios técnicos orientam decisão governamental
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde fundamenta suas recomendações em múltiplos aspectos. Segundo Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, a análise considera eficácia, segurança, impacto epidemiológico e viabilidade econômica.
O infectologista explicou ao site g1 que fatores como número de casos, gravidade da doença, capacidade de produção e logística de distribuição pesam na decisão. Em um país com milhões de nascimentos anuais, esses elementos ganham complexidade adicional.
Orçamento limitado gera escolhas difíceis
O Programa Nacional de Imunizações enfrenta restrições orçamentárias que obrigam gestores a priorizar investimentos. Kfouri destacou que as decisões envolvem dilemas entre expandir a cobertura de vacinas existentes ou incorporar novos imunizantes com impacto populacional potencialmente menor.
Apesar de a meningite B ser causada pelo sorogrupo predominante, sua frequência não justifica, no momento, a vacinação universal diante dos custos elevados. O especialista apontou que o preço atual do imunizante representa um dos principais obstáculos para sua adoção pelo sistema público.
Esse governo perduláreo gasta desenfreado e não sobra dinheiro para, saúde do povo.A plebe ignara continua votando nesse estrupicio