Palácio do Planalto mantém Tarciana Medeiros na presidência mesmo após retração de 60% nos lucros
O Banco do Brasil divulgou, na última quinta-feira (14), que obteve um lucro líquido de R$ 3,8 bilhões no segundo trimestre de 2025. O valor representa uma queda de 60% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar do resultado negativo, o Palácio do Planalto segue apoiando Tarciana Medeiros na presidência da instituição.
Segundo aliados do presidente Lula, Tarciana ainda conta com boa avaliação interna. O governo atribui parte da retração à inadimplência crescente, especialmente no agronegócio, influenciada por uma expectativa de renegociação de dívidas autorizada pela Câmara dos Deputados.
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Congresso aprovado uso de R$ 30 bilhões do Fundo Social
A queda nos resultados ocorre em meio à tensão entre o governo Lula e o Congresso. Em julho, sob articulação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi aprovada uma medida que permite o uso de até R$ 30 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal para refinanciar dívidas do setor agropecuário.
Inicialmente voltada a pequenos produtores, a proposta foi alterada com apoio do Centrão para incluir todo o agronegócio, comprometendo recursos antes destinados a áreas como saúde, educação e habitação. Agora, o texto aguarda votação no Senado, após aprovação de regime de urgência.
A medida também foi interpretada como uma retaliação ao veto de Lula sobre o aumento do número de deputados e à decisão do ministro Alexandre de Moraes (STF) que manteve o aumento do IOF, contrariando o Congresso.
Provisão para perdas aumenta 104%
Com o agravamento da inadimplência, o Banco do Brasil elevou sua Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) para R$ 15,9 bilhões, um aumento de 104% em relação ao ano passado. Parte da alta também decorre de exigências do Banco Central quanto à reserva de valores para perdas futuras, não apenas inadimplências já confirmadas.
Os dados do trimestre mostram um fluxo de perda esperada de:
- R$ 7,9 bilhões no agronegócio;
- R$ 4,8 bilhões com pessoas físicas;
- R$ 4,3 bilhões com empresas.
No setor agropecuário, o aumento de processos de recuperação judicial após uma safra desfavorável impulsionou os números. A inadimplência acima de 90 dias chegou a 3,49% dos contratos, alta de 0,45 ponto percentual no trimestre e 2,17 pontos no acumulado do ano.
Tarciana permanece, apesar da pressão
Mesmo com a pressão de senadores que sugerem substituição na presidência do banco, o governo mantém Tarciana Medeiros no cargo. Um dos nomes que circulam como interessado é o do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Contudo, fontes do Planalto garantem que o desempenho financeiro do banco não é suficiente para justificar uma mudança imediata na liderança da instituição.
O desgoverno nunca tem culpa de nada …
Método Simpsons…a culpa é minha eu coloco em quem eu quiser.