PT protocola 21 requerimentos contra nomes da oposição enquanto comissão avalia pedidos envolvendo ministros do STF
O Palácio do Planalto organizou uma ofensiva política para tentar proteger os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), na CPI do Crime Organizado. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 24, pela CNN Brasil.
A movimentação ocorre às vésperas da análise de requerimentos que pedem a convocação dos magistrados para prestar esclarecimentos na comissão.
Ofensiva com 21 requerimentos
O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e o senador Jaques Wagner (PT-BA) protocolaram, na segunda-feira, 23, 21 requerimentos direcionados a nomes ligados à oposição.
Entre os alvos estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e ex-integrantes do governo Jair Bolsonaro, como Paulo Guedes, João Roma e Ronaldo Bento.
Também está na lista o ex-presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto.
Os pedidos incluem ainda convocações dos governadores Cláudio Castro (RJ) e Ibaneis Rocha (DF).
A estratégia envolve ainda atingir o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por meio da convocação de sua ex-contadora, Letícia Caetano dos Reis.
Tentativa de esvaziar foco sobre ministros
Segundo a CNN Brasil, a intenção do governo é ampliar a pauta da comissão com novos requerimentos para diluir o foco da oposição sobre Moraes, Toffoli e integrantes do próprio Executivo.
Entre os nomes citados pela oposição está Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e apontado como próximo de Jaques Wagner.
Os pedidos que envolvem ministros do STF devem ser analisados nesta quarta-feira, 24.
Controle da pauta e cenário de votação
O PT controla a pauta da CPI, presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES). Isso pode permitir que os novos requerimentos sejam incluídos já na sessão desta terça-feira.
Oposição diz ter maioria para convocações
Apesar da ofensiva do Planalto, a oposição afirma ter votos suficientes para aprovar as convocações de Moraes e Toffoli.
A CPI é composta por 12 integrantes, sendo cinco alinhados à oposição. O voto considerado decisivo pode ser o do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O presidente do colegiado, no entanto, só vota em caso de empate.
O embate em torno das convocações deve marcar as próximas sessões da comissão, ampliando a tensão entre governo e oposição no Senado.
Governo protetor de bandidos de qualquer calibre ok
Governo mafioso
O sistema é “bruto”.
Pra tentar melhorar esse país é preciso que nas próximas eleições não se reeleja ninguém no governo federal.
Já ajudaria bastante se tornassem juízes com mandato de 3 ou 4 anos.