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Governo americano exclui café, carnes e aeronaves de proposta tarifária contra o Brasil

Estados Unidos propõem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, mas excluem café, carnes e aeronaves de lista com 73 páginas de exceções

Lista com 73 páginas de exceções protege fatia significativa das exportações brasileiras, mas relatório dos EUA mantém críticas ao Pix e à Lava Jato

Uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros foi proposta pelos Estados Unidos, porém acompanhada de um extenso documento de exceções que blinda setores estratégicos da pauta exportadora nacional. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) publicou a medida após encerrar uma fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio, de 1974.

Investigação e prazos definidos por Trump

A apuração teve início em julho de 2025, por determinação direta do presidente . O prazo legal para que as tarifas sejam efetivamente implementadas se encerra em 15 de julho de 2026. Com a conclusão da investigação, o governo americano inaugurou uma fase de consulta pública antes de qualquer decisão definitiva sobre a adoção das medidas.

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De acordo com o USTR, práticas do governo brasileiro seriam “irrazoáveis” e imporiam restrições ao comércio norte-americano.

O que ficou de fora da tarifa

O documento de exceções possui 73 páginas e abrange uma gama variada de produtos. Entre os itens preservados estão:

  • Determinadas
  • Frutas, e chá
  • Cereais e sementes
  • Minerais e terras raras
  • Aeronaves e peças aeronáuticas
  • Produtos químicos orgânicos
  • Farmacêuticos e fertilizantes

A abrangência da lista sinaliza que parcela relevante das exportações brasileiras não seria atingida pela sobretaxa proposta.

Negociações bilaterais seguem sem desfecho

A publicação do relatório final acontece em meio a tratativas entre Brasil e Estados Unidos voltadas a evitar a imposição de novas barreiras comerciais. O grupo bilateral constituído para discutir o tema não conseguiu finalizar seus trabalhos dentro do cronograma previsto — a expectativa original era encerrar as conversas no começo de junho.

Pix, etanol e combate à corrupção sob questionamento

No relatório conclusivo, o USTR organiza suas críticas em seis eixos: comércio digital, serviços de pagamento, acordos tarifários, desmatamento, etanol, propriedade intelectual e combate à .

O Pix figura entre os principais alvos da investigação americana. Segundo o documento, o Banco Central do Brasil atuaria ao mesmo tempo como regulador e operador do sistema, gerando condições que prejudicariam concorrentes norte-americanos no setor de pagamentos.

Além disso, o órgão americano afirma que decisões judiciais brasileiras determinaram a remoção de conteúdos políticos e a suspensão de perfis em plataformas digitais norte-americanas.

Outras áreas de atrito

Acordos comerciais firmados pelo Brasil com México e Índia também são alvo de objeções no relatório. A política ambiental brasileira é questionada, e o documento aponta falta de reciprocidade tarifária no mercado de etanol desde 2017.

No campo da propriedade intelectual, o USTR menciona demora na análise de patentes e deficiências no combate à pirataria. O texto ainda conclui que o Brasil não adota medidas suficientes contra a corrupção, com menção à anulação de processos da Lava Jato.


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