Política

Globo abocanha R$ 267 milhões de Lula em publicidade e dispara na frente

Grupo Globo acumulou R$ 267 milhões em publicidade federal via Secom desde 2023, representando mais de 25% do total investido pelo governo Lula

Conglomerado da Marinho lidera com folga os repasses da e recebe mais que o dobro do segundo colocado

De todo o investimento feito pela Secretaria de Social (Secom) do governo federal em campanhas publicitárias desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio da Silva, 25,6% foram direcionados a um único grupo de comunicação. O Grupo recebeu R$ 267 milhões entre janeiro de 2023 e 15 de junho de 2026, de acordo com levantamento do site Poder360 divulgado no domingo, 28.

Quase R$ 1 bilhão em publicidade estatal

No período analisado, a Secom alocou R$ 954,5 milhões em publicidade. Os recursos foram distribuídos em diferentes plataformas: TV, internet, streaming, revistas e jornais. Somente nos primeiros cinco meses e meio de 2026, o gasto com mídia já alcançou R$ 178 milhões.

Receba no WhatsApp as principais notícias do dia em primeira mão

Entre no grupo

Evolução anual dos gastos publicitários

  • 2023: R$ 175,9 milhões
  • 2024: R$ 234,9 milhões
  • 2025: R$ 365,7 milhões
  • 2026 (até 15 de junho): R$ 178 milhões

Os números revelam uma escalada expressiva nos investimentos ano após ano, com 2025 registrando o maior volume entre os exercícios completos.

Distância para o segundo colocado

O valor repassado ao Grupo Globo supera em 118% o montante recebido pela Record, segunda maior beneficiária, que acumulou R$ 122 milhões no mesmo intervalo. Isso significa que o conglomerado da família Marinho recebeu ao menos o dobro do que foi encaminhado a qualquer outro grupo de comunicação para campanhas do Palácio do Planalto.

Em terceiro lugar aparece a Meta, controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp, com R$ 86 milhões em contratos firmados pela Secom.

Dados limitados e comparação histórica

O levantamento do Poder360 considera exclusivamente os contratos firmados diretamente pela Secom do Palácio do Planalto. Despesas realizadas por empresas estatais, sociedades de economia mista ou outros ministérios ficam de fora da conta, já que esses valores deixaram de ser divulgados integralmente desde 2017.

Antes dessa restrição, entre os anos 2000 e 2016, a divulgação completa dos gastos indicava que o Grupo Globo havia recebido R$ 10,2 bilhões em publicidade federal — cifra não corrigida pela inflação. A comparação evidencia a dimensão histórica da relação entre o conglomerado de mídia e a verba publicitária do governo.


Publicidade
Debate editorial

1 comentário

Participe da conversa

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados.