Política

Gilmarpalooza perde público: caso Master e debate sobre código de ética afastam autoridades do Fórum de Lisboa

Fórum de Lisboa organizado por Gilmar Mendes registra esvaziamento por causa do caso Master, debate sobre código de ética e conflito de datas com o…

Edição de 2026 do evento organizado por Gilmar Mendes registra queda expressiva na presença de ministros, parlamentares e membros do governo

A 14ª edição do Fórum de Lisboa, programada para ocorrer entre 1º e 3 de junho, enfrenta uma debandada sem precedentes de autoridades. O encontro anual, apelidado de Gilmarpalooza, é liderado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e organizado com apoio do IDP e da FGV. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada por Oeste.

Data conflitante com sessões do STJ afugenta ministros

Um dos fatores que explica o esvaziamento é a escolha da data. O período do fórum coincide com sessões de do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o que criou um impasse para ministros convidados. Para marcar presença em Lisboa, eles teriam de faltar aos julgamentos, participar remotamente ou tentar alterar o cronograma das sessões. Em anos anteriores, o evento ocorria no final de junho ou no início de julho, evitando esse tipo de conflito.

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Mesmo diante do cenário adverso, Gilmar Mendes intensificou os convites — especialmente entre ministros do STJ. Colaboradores do IDP e da FGV também reforçaram contatos com potenciais palestrantes e convidados. Ainda assim, o número de ministros do STJ confirmados caiu pela metade em comparação com 2025.

Escândalo do Banco Master e receio de exposição

O recente escândalo envolvendo o Banco Master adicionou uma camada de tensão ao evento. Um ministro do STJ relatou ao jornal Folha de S.Paulo que o ambiente atual não é favorável para encontros dessa natureza — posição compartilhada por outros colegas. O temor de confraternizar com pessoas que possam ser implicadas no caso Master é citado como uma das principais preocupações.

Advogados convidados contaram ter recebido insistentes chamados dos organizadores, mesmo sem pretensão inicial de comparecer. Um deles disse ter ouvido que colegas preferem se manter distantes do fórum por medo de exposição na em um momento tão delicado.

Código de ética e contexto eleitoral pesam contra o evento

A defesa pública de um novo pelo presidente do STF, , também gerou constrangimento em torno do Gilmarpalooza. A presença de autoridades do Judiciário no fórum passou a ser vista com maior cautela. O evento já havia sido alvo de questionamentos anteriores sobre o custeio das despesas de viagem e hospedagem de palestrantes e autoridades na Europa.

A proximidade das eleições ampliou a cautela. Para esta edição, não há expectativa de presença dos presidentes do Nacional nem de ministros do governo Lula (PT). Entre os integrantes do STF, apenas Flávio Dino confirmou participação. O ex-presidente da Corte Luís Roberto Barroso, agora aposentado, também deve comparecer. A programação completa do fórum ainda não foi divulgada.


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