Política

Gilmar Mendes aciona Moraes para incluir Zema no Inquérito das Fake News

Gilmar Mendes acionou Alexandre de Moraes para incluir Romeu Zema no Inquérito das Fake News após vídeo satírico com fantoches sobre o Banco Master

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Uma notícia-crime apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pede a inclusão de Romeu Zema (Novo) no Inquérito das . O documento foi encaminhado ao magistrado , que remeteu o caso, em sigilo, à Procuradoria-Geral da República (PGR) para análise. A informação foi confirmada pela Revista Oeste.

O vídeo que motivou a ação

O estopim da reação do decano foi um vídeo publicado pelo pré-candidato à Presidência nas . Na peça, fantoches representam integrantes da Corte. Os bonecos que imitam Gilmar Mendes e Dias Toffoli dialogam sobre a suspensão de quebras de sigilo na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.

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Na representação, o fantoche de Gilmar anula decisões em troca de “cortesias” em um resort ligado ao empresário Daniel Vorcaro. O ministro sustenta que a postagem recorre a tecnologia de deep fake para emular vozes e atingir a honra da instituição.

Alcance e motivação política

Gilmar Mendes argumenta que o ex-governador de Minas Gerais utilizou edição profissional para fabricar um diálogo inexistente, com o objetivo de se promover politicamente. O magistrado chamou atenção para o alcance das redes sociais de Zema, que reúnem quase 3 milhões de seguidores. Para o ministro, a peça publicitária busca vulnerar a integridade do STF perante a opinião pública.

Postura de confronto de Zema

Romeu Zema não tem recuado na disputa com o Judiciário. Na semana anterior à notícia-crime, o político foi além e declarou que Alexandre de Moraes e Dias Toffoli “merecem prisão” — e não apenas o impeachment. Segundo o ex-governador, os ministros não são intocáveis e devem enfrentar investigações sobre suas condutas no tribunal.

Histórico de embates entre Gilmar e Zema

O conflito entre o decano e o político mineiro se intensificou em abril. Logo após Zema defender publicamente a saída de magistrados da Corte, Gilmar Mendes apontou o que chamou de “contradição”: o governo de Minas Gerais havia recorrido ao próprio STF para postergar dívidas com a União. O ex-governador rebateu a declaração, afirmando que decisões judiciais favoráveis no passado não o obrigam a ser submisso.

Próximos passos

Cabe agora à PGR se manifestar sobre o pedido. É essa análise que determinará se o Supremo abrirá formalmente uma investigação contra o pré-candidato à Presidência. Até o momento, a defesa de Romeu Zema não se pronunciou sobre a inclusão no Inquérito das Fake News.

O episódio aprofunda o atrito entre o Judiciário e lideranças da oposição que contestam os limites de atuação da Suprema Corte.


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