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Fux será relator de inquérito sobre ‘rachadinha’ no gabinete de Janones

Ministro Luiz Fux será relator do pedido da PGR sobre rachadinha em gabinete de deputado federal.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, será o relator do pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para a abertura de inquérito sobre o caso de rachadinha no gabinete do deputado federal André Janones (Avante-MG) e outros agentes. O pedido foi distribuído para Fux por prevenção, indicando que o processo é encaminhado ao ministro que já julgou outro processo ou recurso relacionado ao caso.

As investigações tiveram início após a divulgação de um áudio no qual o parlamentar solicita parte do salário de assessores para quitar despesas de campanha. Janones nega as acusações.

De acordo com a PGR, é preciso esclarecer se houve “sistemáticos repasses ao agente político de parte dos recursos públicos destinados ao pagamento das remunerações desses servidores, mediante prévio ajuste, prática popularmente conhecida como ‘rachadinha’”.

Para a PGR, os fatos são graves. “Não se pode descartar, lado outro, a possibilidade de o Deputado Federal André Luis Gaspar Janones ter exigido, para si, diretamente, em razão do mandato parlamentar, vantagens econômicas indevidas dos assessores e ex-assessores, como condição para a sua manutenção nos cargos em comissão em seu gabinete.”

Parlamentares da oposição apresentaram na última terça-feira (28) uma notícia-crime contra Janones, protocolada na PGR e com pedido de encaminhamento ao Ministério Público Federal, para apurar a prática de improbidade administrativa e peculato.

Janones também é alvo de um pedido de apuração do crime de caixa dois. A ação é encabeçada pelo partido Novo, que pede dados ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre movimentações atípicas de Janones e seus assessores, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal do deputado.

A diferença entre a afirmação do próprio parlamentar sobre prejuízos financeiros com a campanha para a Prefeitura de Ituiutaba (MG), em 2016, e o montante declarado à Justiça Eleitoral também é motivo de investigação. Para justificar o pedido de parte do salário de servidores para bancar despesas eleitorais, Janones disse ter gastado R$ 675 mil. No site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a declaração oficial é de R$ 200.566,44 com despesas de campanha.

Parlamentares da oposição iniciaram um movimento na Câmara dos Deputados pela cassação do mandato de Janones. O documento foi protocolado na última quarta-feira (29) pelo PL.

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5 Comentários

  1. Será inocentado, até porque, a grande maioria dos políticos, usam deste expediente em todos os níveis, hora com dinheiro, noutras retribuindo o que já receberam adiantado. Veja os suplentes de senadores, em regra são família ou o investidor.

  2. Já sabem, não é?
    Não dará em nada. Vão dizer que a culpa é do Bolsonaro!
    O coitadinho estava ficando “pobrinho”!
    É necessário fazer isso…prá que empregado, esses pobres, miseráveis ter salário?

  3. Concordo com todos os comentários anteriores, seria levado a sério se fosse alguém de direita. Com possibilidade de ser empecilho. Que precisa ser destruído. De resto, como dizem os jovens (coisa que não sou) DÁ NADA.

  4. Se a opção política dele fosse a Direita, NR. Apuraram nada é mandava preder, perder direitos políticos, más ele é de esquerda e pode tudo. Triste Brasil…as pessoas de bem perderam todos direitos. Triste democracia Relativa.

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