Artistas fizeram manifestações públicas de apoio ao petista durante campanha presidencial
As prisões de MC Poze do Rodo e MC Ryan SP ganharam nova dimensão após a circulação de vídeos antigos que mostram ambos os funkeiros apoiando publicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante as eleições presidenciais de 2022.
Manifestações de apoio ao petista
Um dos registros mais compartilhados nas redes sociais mostra Ryan SP celebrando a vitória eleitoral de Lula com referências diretas às promessas de campanha do presidente relacionadas à alimentação popular.
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“Ganhou, é. Ô, Lula, já churrasco para fazer, hein, Lula. Ei, churrasquinho, picanha, churrasco”, declarou Ryan na época.
MC Poze do Rodo também se posicionou de forma explícita durante um show realizado no período eleitoral de 2022, incentivando o público a apoiar o PT.
“Cada um escolhe o que quer ser, e eu sou Lula, p*. Um papo só, e quem fecha comigo canta assim, ó: vai dar PT, vai dar”, afirmou.
Conexão com o governo atual
A ligação de Poze com a atual gestão federal foi evidenciada durante a cerimônia de posse da ministra da Cultura, Margareth Menezes. Na ocasião, a atriz Elisa Lucinda interpretou a canção “A Cara do Crime (Nós Incomoda)”, demonstrando a presença indireta do funkeiro no cenário cultural ligado ao governo.
Operação Narcofluxo
Os dois artistas foram detidos na quarta-feira (15) durante a Operação Narcofluxo, da Polícia Federal, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro superior a R$ 1,6 bilhão. O influenciador Chrys Dias também está entre os alvos da investigação.
MC Ryan SP foi capturado em uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista. Poze foi preso em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro – o mesmo local onde, no mês passado, alegou ter sido vítima de assalto.
Alcance da operação
A ação mobilizou mais de 200 policiais federais para cumprimento de 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos (SP) e executadas em nove estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambão, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal.
Segundo a PF, o grupo investigado utilizava estrutura organizada para ocultar recursos de origem suspeita, incluindo empresas de fachada e operações com criptoativos. As investigações indicam movimentações financeiras no Brasil e exterior, além do transporte de grandes quantias em dinheiro físico.
Apreensões e bloqueios
Durante as operações foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. Também foram determinadas ações de bloqueio de bens e restrições a empresas ligadas aos investigados para interromper o fluxo financeiro.
Os envolvidos podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A Polícia Federal não detalhou a participação individual de cada investigado até o momento.