Política

Fundador do MBL admite uso de cogumelos alucinógenos em mensagens vazadas

Fundador do MBL teve mensagens vazadas onde admite uso de cogumelos alucinógenos, contradizendo discurso público antidrogas do movimento.

Fundador do MBL teve mensagens vazadas onde admite uso  de drogas

O à Presidência da República e fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), , do partido Missão, teve conversas privadas expostas onde admite ter consumido substâncias psicodélicas, contradizendo sua postura pública de combate às .

As mensagens foram divulgadas pelo colunista Demétrio Vecchioli, do portal Metrópoles, nesta quinta-feira (9). O político confirmou a autenticidade das informações e tentou explicar a situação.

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Relatos sobre uso de cogumelos psicoativos

Segundo as conversas reveladas, Renan Santos foi incluído em setembro de 2024 no grupo “Cannipapo”, inicialmente sem seu conhecimento. Após descobrir que se tratava de apoiadores, decidiu permanecer no local.

Em 24 de novembro, ele escreveu aos participantes: “Cara. Tomei um cogumelo e tô ouvindo Wagner. Adeus”, fazendo referência ao compositor alemão Richard Wagner.

Duas semanas depois, voltou a comentar sobre o assunto: “Usei cogumelo de novo no fim de semana e tenho certeza que existe um mundo gigante cheio de significados no inconsciente. Que alguns acessam mais que outros”, especificando tratar-se do tipo “cubensis”.

Tentativa de justificativa gera contradições

Os cogumelos mencionados são conhecidos como “” e sua comercialização só é permitida para fins de pesquisa científica, coleção ou amostra botânica.

Em resposta às revelações, Renan Santos alegou ter recebido a substância de presente e consumido apenas microdoses. Porém, suas declarações apresentaram inconsistências sobre a frequência de uso.

“Sei lá, me deram. Eu nunca comprei. Eu ganhei, tomei uma microdose. Eu tomei uma vez um negócio e foi isso”, disse inicialmente, mas depois admitiu: “Que eu me lembro, tomei na minha vida três vezes”.

Promessa de não repetir o uso

O fundador do MBL garantiu que interromperá o consumo caso sua base eleitoral desaprove a prática:

“Se isto for por parte do nosso eleitor, de ele dizer ‘ah, Renan, foi errado você ter tomado uma microdose do negócio para ouvir uma música na tua casa’, tá bom, não usarei mais”, declarou.

O episódio expõe uma aparente contradição entre o discurso antidrogas defendido pelo movimento e as ações privadas de seu principal líder.


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