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Fugindo do comunismo, norte-coreano nada por 10 horas e é salvo na Coreia do Sul

Norte-coreano nada por 10 horas no rio Han, pede asilo e é resgatado por militares sul-coreanos.

Soldados sul-coreanos resgataram homem no estuário do rio Han; ele manifestou desejo de desertar do regime de Pyongyang

Na madrugada de 31 de julho, tropas da Coreia do Sul resgataram um norte-coreano que nadou por cerca de 10 horas no estuário do rio Han, na costa oeste da península coreana. O episódio, confirmado nesta quinta-feira (7) pelo Estado-Maior Conjunto (JCS), ocorreu em águas neutras.

O homem foi avistado pela primeira vez na noite de 30 de julho, próximo à ilha de Gyodongdo, em Incheon, utilizando materiais flutuantes improvisados presos ao corpo. As forças navais o monitoraram durante a madrugada e realizaram o resgate por volta das 4h da manhã, em um ponto de 11 metros de profundidade.

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Pedido de ajuda e confirmação de deserção

Segundo um oficial do JCS, que falou sob anonimato, o norte-coreano acenava para os soldados e pedia socorro. Durante a operação, um suboficial da se apresentou formalmente como integrante das forças sul-coreanas e perguntou se ele desejava desertar para o Sul. A resposta foi afirmativa.

Em nota oficial, o JCS declarou:

“Nosso exército conseguiu garantir a segurança de um cidadão norte-coreano e sua identidade em águas neutras do rio Han, nas primeiras horas de 31 de julho, antes de entregá-lo às agências competentes.”

O Comando das Nações Unidas foi notificado sobre os detalhes da operação, que transcorreu sem movimentos incomuns das forças norte-coreanas.

Caso sob investigação

O Ministério da Unificação confirmou que o caso está sob investigação conjunta de órgãos governamentais.

“Não é possível divulgar detalhes neste momento devido ao andamento das investigações”, afirmou um representante da pasta.

Este é o segundo caso de deserção desde que o presidente Lee Jae Myung assumiu o cargo, em junho. No início de julho, outro norte-coreano cruzou a Zona Desmilitarizada (DMZ) e também manifestou desejo de se estabelecer no Sul.

Pela legislação sul-coreana, todos os coreanos, inclusive os do Norte, são reconhecidos como cidadãos nacionais, o que garante aos desertores o direito de receber apoio governamental para se integrar à sociedade.

Apesar da separação política e militar, Coreia do Norte e Coreia do Sul permanecem tecnicamente em guerra desde o conflito de 1950-1953, encerrado por um armistício, sem um tratado de paz formal.


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