Senador usou a rede X para rebater críticas do presidente e negar qualquer apoio às tarifas norte-americanas contra o Brasil
O pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) partiu para o confronto direto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite desta quinta-feira, 2, em meio à crescente tensão envolvendo a possibilidade de os Estados Unidos imporem novas tarifas a produtos brasileiros.
Lobby em favor de facções criminosas, segundo o senador
Pela sua conta oficial na rede X, o filho de Jair Bolsonaro acusou Lula de ter feito lobby em favor de organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). De acordo com o parlamentar, o objetivo do presidente seria impedir que essas facções fossem classificadas como terroristas pelo governo de Donald Trump.
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“Lula é o único que quer o tarifaço contra produtos brasileiros”, escreveu o senador. “Provocou, esbravejou, não negociou e fez lobby a favor do PCC e do Comando Vermelho para que não fossem classificados como terroristas.”
Responsabilidade pela crise e negação de envolvimento
Flávio Bolsonaro fez questão de negar qualquer tipo de envolvimento ou apoio à medida tarifária avaliada pelos EUA. Segundo ele, toda a responsabilidade pela crise recai sobre Lula, que teria adotado uma postura provocativa e se recusado a negociar em defesa dos interesses nacionais.
Na mesma publicação, o senador destacou que o presidente teria sido o único interessado na aprovação das novas tarifas, reforçando a tese de que a conduta do governo federal teria alimentado o impasse comercial com Washington.
Críticas à atuação internacional do governo Lula
O senador do PL também direcionou ataques à postura diplomática do governo petista. Na visão de Flávio, a gestão de Lula prejudicou a imagem do Brasil internacionalmente ao agir para barrar a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas durante o governo Trump.
Conforme o parlamentar, Lula teria “ignorado o sofrimento de mais de 50 milhões de brasileiros que moram em áreas dominadas por esses narcoterroristas”. Flávio sustentou ainda que o presidente buscou transformar possíveis sanções em argumento político, utilizando o discurso de “defesa da soberania” como instrumento retórico diante da opinião pública.