Senador afirma que produção não utilizou recursos públicos e ironiza homenagem ao presidente no Rio
Um vídeo publicado nas redes sociais do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no centro de uma polêmica em pleno período de Carnaval. A gravação, que aparenta ter sido produzida com uso de inteligência artificial, mostra um desfile fictício em que o chefe do Executivo surge como personagem principal.
Na legenda da publicação, Flávio escreveu: “Diferente do desfile eleitoral do Lula, esse vídeo não usou dinheiro dos impostos…“.
Bloco fictício e críticas à gestão
No conteúdo divulgado, o desfile simulado recebe o nome de “Bloco do Luladrão”. As imagens mostram Lula e a primeira-dama Janja atrás das grades, em alegorias que fazem referência a investigações e à condução do governo federal.
A trilha que acompanha o vídeo também traz críticas diretas à administração petista. Em um dos trechos, a letra diz: “Ô, Luladrão, abre esse cartão/Se é tudo certo, não bota sigilo não”. Em outra parte, a música afirma: “Estatal no vermelho afundando/INSS, fila aumentando/Discurso fala em solução, mas o gasto sobe de montão”.
A publicação foi apresentada como uma contraposição à homenagem que Lula receberá nesta noite no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
Diferente do desfile eleitoral do Lula, esse vídeo não usou dinheiro dos impostos… pic.twitter.com/duR7c9n89E
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) February 15, 2026
Homenagem da Acadêmicos de Niterói gera reação
A escola de samba Acadêmicos de Niterói escolheu contar a trajetória política do presidente em seu samba-enredo. A apresentação ocorre no tradicional palco do Carnaval carioca e tem como destaque a história do petista.
A decisão da agremiação provocou forte reação de integrantes da oposição, sobretudo por se tratar de um ano eleitoral. Entre as críticas, a principal está relacionada ao uso de recursos públicos.
A Acadêmicos de Niterói recebeu R$ 1 milhão do governo federal. Outras 12 escolas de samba do Rio de Janeiro também foram contempladas com o mesmo valor.
Governo tenta reduzir desgaste
Diante das acusações e da repercussão política, o governo federal orientou que nenhum ministro acompanhasse o desfile da escola. A medida foi interpretada como tentativa de evitar ampliação das críticas.
No governo Bolsonaro não havia esse aporte milionário para escolas de samba e por isso queriam ve-lo fora.