Senador diz que cautelares podem ser agravadas e vê risco de “pegadinha” em eventual participação
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta sexta-feira (3) que o ex-presidente Jair Bolsonaro não concederá entrevistas por enquanto. Segundo ele, a decisão segue recomendação direta da equipe jurídica responsável pela defesa do ex-chefe do Executivo.
A manifestação foi feita em publicação na conta oficial do parlamentar no X (antigo Twitter). Flávio destacou que, para qualquer entrevista ocorrer, seria necessário impor condições claras. “Por exemplo, que seja ao vivo e com a garantia de que suas cautelares não serão agravadas, conforme o que ele responder”, escreveu.
Na avaliação do senador, não há segurança para que Bolsonaro participe de programas de mídia neste momento: “Do jeito que está hoje, me parece uma pegadinha”, completou.
Moraes havia autorizado entrevista
A declaração ocorre um dia após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar que Bolsonaro participe de uma entrevista ao podcast Café com Ferri, comandado pelo investidor Rafael Ferri.
A decisão de Moraes, contudo, não impôs a realização da entrevista, mas determinou que a defesa do ex-presidente se manifestasse sobre o convite em até cinco dias. O pedido dos organizadores ao STF também previa que a gravação não fosse transmitida ao vivo e garantiu respeito às regras de sigilo e restrições judiciais.
Contexto judicial
Desde o início de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. Caso fosse realizada, a entrevista ao podcast seria sua primeira manifestação pública após a condenação pelo STF no processo que apura a suposta tentativa de golpe de Estado.
Até o momento, porém, não há definição oficial sobre a resposta final do ex-presidente em relação à participação na gravação.
Até que em fim, BOM SENSO, Bolsonaro não deve dar entrevista gravadas e tampouco sem poder falar do que pensa, senão não é entrevista e sim um encaminhamento de isolamento para ele.ne nem deve falar de candidatos a presidência da república, nem dele e nem de quem ele possa vir apoiar.