Deputado do PL relaciona mudança para Madri ao depoimento que aponta repasses milionários ao filho do presidente
O deputado federal Filipe Barros (PL-PR) voltou a questionar, nesta semana, a mudança de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para Madri, na Espanha.
Segundo o parlamentar, a mudança teria ocorrido “às pressas”, coincidentemente após o avanço das investigações conduzidas pela CPMI do INSS, que apura um suposto esquema de fraudes envolvendo pagamentos irregulares e operadores externos ao órgão.
Barros, que integra a linha de frente da oposição no Congresso, afirma que a ida repentina de Lulinha ao exterior levanta dúvidas sobre o momento escolhido e sobre possíveis conexões com o avanço das diligências da Polícia Federal.
Depoimento aponta repasses milionários
As declarações do deputado ganharam força depois que uma testemunha ouvida pela Polícia Federal relatou que Lulinha teria recebido pagamentos mensais de cerca de R$ 300 mil, além de repasses que poderiam somar até R$ 25 milhões.
Os valores, segundo o depoimento, teriam sido pagos pelo empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos operadores do esquema investigado pela CPMI.
As informações estão agora sob análise dos investigadores, que tratam o caso como parte central da apuração sobre possíveis fraudes em série dentro da estrutura do INSS.
Contexto das investigações
A CPMI vem coletando documentos, depoimentos e rastros financeiros para identificar eventuais irregularidades no sistema previdenciário.
O caso envolvendo Lulinha é um dos pontos de maior repercussão pública, embora ainda não haja decisão judicial conclusiva.
Lulinha não comentou as novas afirmações de Barros, e a defesa do empresário conhecido como “Careca do INSS” também não se manifestou.