Justiça

Familiares do Sicário exigem acesso ao inquérito e questionam versão oficial da morte

Parentes de Luiz Phillipi Mourão cobram acesso ao inquérito sobre sua morte e questionam versão de suicídio divulgada pela imprensa.

Familiares do Sicário exigem acesso ao e questionam versão oficial da morte

Os parentes de Luiz Phillipi Machado de Morais Mourão, conhecido pelo apelido de Sicário, divulgaram uma nota nesta segunda-feira denunciando que a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal ainda não permitiram o acesso ao material investigativo sobre sua morte. A afirma que tanto o inquérito quanto as imagens de segurança do caso permanecem indisponíveis para consulta.

Segundo o comunicado emitido pelo advogado da família, o Instituto Médico-Legal de Minas Gerais não finalizou o laudo sobre as causas do falecimento de Mourão. Os familiares aguardam tanto este documento quanto os resultados periciais para esclarecer os eventos que precederam a transferência ao hospital.

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Família desmente boatos sobre inexistência do óbito

Na mesma nota, os parentes contestaram especulações que circulam sobre a veracidade da morte. Eles confirmaram que Mourão faleceu em 6 de março de 2026 no Hospital João XXIII, localizado em Belo Horizonte. O velório e sepultamento ocorreram dois dias depois, com a presença de amigos e familiares.

Investigação sobre eventos na sede da PF permanece em aberto

A família declarou que continua esperando esclarecimentos sobre o que aconteceu na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte antes de Mourão ser levado ao hospital, no dia 4 de março. Os parentes questionam a versão de tentativa de suicídio, afirmando que essa informação chegou até eles apenas através da imprensa, sem comunicação oficial das autoridades.

Críticas ao uso do termo “sicário” na decisão judicial

Os familiares manifestaram descontentamento com a utilização da palavra “sicário” na decisão do ministro André Mendonça, do STF, que decretou a prisão preventiva. Segundo eles, o termo designa um assassino profissional e não reflete o histórico real de Mourão.

A defesa argumenta que possíveis responsabilizações por falhas durante a custódia devem ser analisadas independentemente da definição final sobre a causa morte. O grupo jurídico também informou que persistirá nas tentativas de acessar as evidências coletadas na terceira fase da .

Perfil do investigado segundo a Polícia Federal

Conforme a policial, Mourão fazia parte de um grupo denominado “A Turma”, trabalhando junto ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As apurações indicam que ele se especializava em coleta de informações, monitoramento de pessoas e acesso a bases de dados restritas, sendo descrito como o “sicário” do ex-proprietário do Banco Master.

A corporação alega que o investigado teria consultado sistemas internos da própria PF, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais como FBI e Interpol. Além disso, a PF afirma que Mourão participou de operações para remoção de conteúdos online, levantamento de dados de usuários e intimidação de ex-funcionários do banco Master.

Em diálogos citados na investigação, Vorcaro teria solicitado a organização de um assalto e contra um jornalista, demonstrando a extensão das atividades do grupo.


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