Explosão atinge área próxima à casa do embaixador do Brasil no Irã

Explosão em Teerã atinge área próxima à residência do embaixador brasileiro; diplomatas monitoram escalada.
Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

Residência de André Guimarães fica perto da Embaixada do México, em Teerã

Uma explosão provocada por bombardeios contra alvos associados à Guarda Revolucionária iraniana alcançou uma região próxima à residência do embaixador do Brasil no Irã, André Guimarães, em Teerã. O próprio diplomata confirmou a informação à CNN e relatou ter acompanhado os ataques da varanda de seu apartamento, situado na zona norte da capital iraniana.

Segundo o relato, o impacto ocorreu por volta das 13h30 no horário local — 7h em Brasília — em um imóvel localizado nas imediações da Embaixada do México. A força da explosão foi suficiente para estilhaçar vidros de prédios próximos.

– Ninguém sabe onde será o próximo ataque e a gente faz, mais ou menos, uma avaliação pelos alvos prováveis – afirmou Guimarães à CNN.

Imprevisibilidade e comunicação entre diplomatas

O embaixador explicou que membros da Guarda Revolucionária estão distribuídos em diferentes áreas da cidade, o que torna difícil prever onde novos bombardeios podem acontecer.

De acordo com ele, os representantes diplomáticos que permanecem no país mantêm contato constante por meio de um grupo de WhatsApp, utilizado para troca de informações e monitoramento da situação.

Permanência do corpo diplomático

Apesar do cenário de tensão, Guimarães avalia que ainda há condições para que o corpo diplomático brasileiro continue no Irã neste momento.

O Ministério das Relações Exteriores acompanha a evolução dos acontecimentos. O chanceler Mauro Vieira tem mantido diálogo com embaixadores brasileiros tanto em países vizinhos ao Irã quanto em nações diretamente envolvidas na crise.



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