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Exército impõe “tolerância zero” e proíbe protestos perto de quartéis durante julgamento de Bolsonaro

Medida ocorre em meio a julgamento no STF e temor de novos protestos

Medida ocorre em meio a julgamento no STF e temor de novos protestos

O Exército determinou a proibição de manifestações e aglomerações nas proximidades de quartéis em todo o país. A medida foi adotada com a aproximação do julgamento, nesta terça-feira (2), no Supremo Tribunal Federal (STF), de integrantes do núcleo central da suposta tentativa de golpe de Estado.

A ordem, descrita como de “tolerância zero”, foi repassada aos comandos regionais e busca conter mobilizações marcadas para o feriado de 7 de setembro, que coincidem com a análise do caso pela Primeira Turma do STF.

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Estratégia de segurança

O Comando Militar do Planalto, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, vem promovendo reuniões para traçar medidas preventivas tanto para o período do julgamento quanto para os eventos oficiais do Dia da Independência. As informações foram confirmadas pela CNN.

Em Brasília, os atos devem se concentrar na Torre de TV, distante das áreas militares e da Praça dos Três Poderes. Oficiais ouvidos sob reserva afirmaram que não há expectativa de protestos perto dos quartéis, em parte devido ao posicionamento do Alto Comando do Exército, que não apoiou contestações sobre a validade das de 2022.

Réus militares de alto escalão

O julgamento envolve nomes de peso das Forças Armadas, incluindo o ex-presidente Jair , o tenente-coronel Mauro Cid, além dos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira e Walter Braga Netto, e do almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha.

Mesmo diante da sensibilidade do caso, a cúpula militar segue a linha do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, que defende punições individuais sem envolver a instituição: “é preciso separar o CPF do CNPJ”.

Histórico dos acampamentos

Após a vitória de Luiz Inácio da Silva em 2022, apoiadores de Bolsonaro mantiveram acampamentos diante de quartéis, pedindo intervenção militar. Foi desses grupos que partiram os manifestantes que, em de 2023, invadiram as sedes dos Três Poderes.

Entre generais do Exército, o prolongamento desses acampamentos é hoje considerado um “erro”, ainda que justificativas apontem limitações políticas na época em que Bolsonaro estava no governo. Também há relatos de resistência por parte de militares próximos a Lula contra a retirada imediata dessas mobilizações.



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Debate editorial

5 comentários

  1. Se estivéssemos em um país livre, poderíamos protestar em qualquer parte do país, nascemos livres, sempre fomos livres e agora estamos com restrições dentro do nosso próprio país, que Deus tenha piedade de nós. O Belzebu está dentro do STF, certamente !

  2. Fiquem tranquilos, o exército melancia nem existe mais para os brasileiros, nenhum brasileiro vai reclamar para os traidores do povo, a gente ia em frente aos quartéis porque acreditávamos, porque confia vamos no exército, mas ele mostrou de que lado estão, do lado dos traidores do Brasil.

  3. Infelizmente nosso exército “verde e amarelo:, se tornou vermelho ( que bom seria se fosse de vergonha e arrependimento), mas não…
    Onde imaginariamos que se venderiam tão facilmente…

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