Explosões atingem Teerã e outras cidades; Trump diz estar “protegendo os americanos” e Israel fala em “ataque preventivo”
O Oriente Médio voltou a registrar uma escalada militar neste sábado (28). Em uma ação conjunta, Estados Unidos e Israel realizaram bombardeios contra o Irã, que reagiu disparando mísseis contra território israelense e bases norte-americanas na região.
As explosões foram ouvidas na capital, Teerã, e em pelo menos outras quatro cidades iranianas. Em resposta, sirenes soaram em países como Catar, Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos — todos com presença de bases militares dos EUA.
Linha do tempo dos acontecimentos
09h53 – Base da Marinha dos EUA no Bahrein é alvo
O Irã atacou uma base da Marinha norte-americana localizada no Bahrein.
09h39 – Nova ofensiva iraniana
O Exército israelense informou ter identificado uma nova onda de mísseis disparados pelo Irã.
09h26 – Ataques nos Emirados Árabes e vítima confirmada
Os Emirados Árabes Unidos relataram a interceptação de uma segunda leva de ataques iranianos. Fragmentos de mísseis atingiram a capital, Abu Dhabi, mas não deixaram feridos. Na primeira investida, um civil morreu.
09h20 – Israel divulga imagens
Autoridades israelenses publicaram registros visuais mostrando ataques contra alvos no Irã.
09h13 – França pede reunião urgente na ONU
O presidente da França, Emmanuel Macron, solicitou uma reunião emergencial no Conselho de Segurança da ONU.
09h08 – Kuwait reage e fecha espaço aéreo
A agência estatal do Kuwait informou que as defesas aéreas repeliram o que classificou como “ataque iraniano hediondo”.
A Kuwait Airways suspendeu temporariamente todos os voos de chegada e partida.
09h05 – Catar intercepta terceira onda
O Catar anunciou ter neutralizado um terceiro ataque com mísseis iranianos.
08h58 – Corrida a mercados e estradas no Irã
Supermercados no norte de Teerã ficaram lotados, com consumidores buscando pão e água engarrafada. Produtos começaram a faltar nas prateleiras devido à alta demanda. Postos de combustível e rodovias registraram fluxo intenso.
A televisão estatal exibiu imagens da rodovia Soleimani, onde o tráfego no sentido oeste-leste estava extremamente congestionado.
08h44 – Número de mortos sobe para 40
A agência estatal IRNA informou que 40 pessoas morreram após o ataque a uma escola feminina no sul do país.
08h30 – Governador confirma vítimas
De acordo com a agência Tasnim, ao menos 24 pessoas morreram em um bombardeio israelense contra uma escola no condado de Minab, no sul do Irã.
Declarações e justificativas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que a operação foi conduzida em conjunto com Israel. Ele afirmou estar “protegendo os americanos” e classificou a ofensiva como “massivo e contínuo”.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Trump declarou ter iniciado “grandes operações de combate no Irã”. Segundo ele, o país segue desenvolvendo seu programa nuclear e estaria planejando mísseis capazes de ameaçar os Estados Unidos.
A agência Reuters apontou que a operação pode se estender por vários dias. A ofensiva praticamente encerra qualquer possibilidade de avanço nas negociações recentes entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano.
Alvos atingidos e impacto imediato
Relatos de agências de notícias indicam que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial iraniano e instalações ligadas ao líder supremo em Teerã. Explosões também foram registradas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshad, além de outras regiões.
Colunas de fumaça puderam ser vistas sobre a capital iraniana. Após os ataques, o espaço aéreo do país foi fechado.
Em retaliação, o Irã lançou mísseis balísticos contra Israel. A mobilização defensiva se espalhou por países vizinhos com presença militar norte-americana.
Novo capítulo de uma tensão recorrente
Este é o segundo ataque direto dos Estados Unidos contra o Irã em menos de um ano. Em junho de 2025, forças norte-americanas bombardearam estruturas nucleares iranianas em apoio a Israel.
O novo confronto amplia a instabilidade regional e aprofunda a crise diplomática envolvendo o programa nuclear iraniano.