Estudo projeta impacto bilionário e risco de desemprego com fim da escala 6×1

Estudo projeta até 1,2 milhão de demissões e aumento de 22% no custo da hora com fim da escala 6×1.
Parlamentar Trans, Erika Hilton Faz O L Parlamentar Trans, Erika Hilton Faz O L
Parlamentar trans, Erika Hilton faz o 'L' durante o segundo turno das eleições - 30/10/2022 | Foto: Divulgação/Instagram

Relatório de entidades produtivas projeta aumento de 22% no custo da hora trabalhada

Um estudo que será apresentado nesta terça-feira (3) pela frente do agro durante almoço com jornalistas estima que o projeto que prevê o fim da escala 6×1 pode provocar o fechamento de até 1,2 milhão de vagas formais no Brasil.

A proposta é de autoria da deputada Erika Hilton (Psol-SP) e estabelece mudanças na jornada de trabalho atualmente praticada em diversos setores.

O levantamento reúne projeções da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, da Confederação Nacional da Indústria, da Organização das Cooperativas Brasileiras, da FecomercioSP e da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras.

Aumento de custos e impacto no PIB

De acordo com o relatório, a alteração na jornada elevaria o custo da hora trabalhada em até 22%. O impacto anual estimado seria de aproximadamente R$ 230 bilhões, valor equivalente a quase 2% do Produto Interno Bruto (PIB).

O cálculo considera salários, encargos sociais e a necessidade de novas contratações para manter o nível de produção atual.

O estudo aponta que os setores de comércio e serviços seriam os mais afetados, por empregarem grande contingente de trabalhadores e operarem com margens de lucro mais reduzidas.

Segundo as entidades, muitas empresas teriam dificuldade para absorver o aumento de custos sem reduzir postos formais.

Efeitos na indústria e no agronegócio

O material também analisa impactos na indústria e no agronegócio.

No setor sucroenergético, por exemplo, a adoção de jornada de 36 horas semanais exigiria até 156 mil novas contratações para manter o volume de produção. O custo adicional anual seria estimado entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões.

Em um cenário de jornada de 40 horas semanais, a projeção aponta necessidade de cerca de 65 mil admissões adicionais.

Caso as empresas optem por não ampliar o quadro de funcionários, o ajuste poderia ocorrer por meio de redução de produção, aumento da automação, adiamento de investimentos ou fechamento de unidades menos eficientes.

Competitividade e transição

O estudo sustenta que há risco de perda de competitividade, especialmente em cadeias exportadoras.

As entidades defendem que eventuais mudanças na jornada sejam precedidas de transição gradual e negociação coletiva, com o objetivo de mitigar impactos sobre emprego, preços e investimentos.


1 comments
  1. Esses políticos hipócritas,falsos,dissimulados que só se preocupam em serem reeleitos,enganam o povo mal informado,que pensam que vão descansar mas será o contrário pois haverá milhares de dispensas e podem ter certeza que quem pagará por isso com aumento de preços são exatamente os mais pobres. Não existe almoço de graça. Só para,esses cretinos que usam nosso dinheiro para terem uma vida nababesca

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