Justiça

Equatoriano preso por fraude milionária recorre ao STF e pede asilo no Brasil

Equatoriano detido em Caxias do Sul por fraude milionária pede asilo ao STF enquanto enfrenta pedido de extradição do governo do Equador

Byron Xavier Guevara Albuja, detido desde maio no Rio Grande do Sul, é alvo de mandado de extradição solicitado pelo governo do Equador

Preso preventivamente em Caxias do Sul (RS), o cidadão equatoriano Byron Xavier Guevara Albuja apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido formal de asilo. O caso reacendeu debates sobre extradição internacional e mecanismos de proteção a estrangeiros no território brasileiro.

Acusações de fraude no Equador

A Justiça equatoriana acusa Byron de ter participado de esquemas financeiros fraudulentos durante o período em que ocupava as funções de presidente e chefe comercial de uma empresa do setor de óleo de cozinha. O estimado das operações irregulares se aproxima de R$ 1 milhão.

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O nome do equatoriano constava na lista vermelha da Interpol, o que levou à sua localização e posterior detenção em solo gaúcho, no mês de maio. A prisão preventiva foi cumprida pela Polícia Federal após determinação do próprio STF.

Pedido de extradição e trâmite diplomático

Em julho, o governo do Equador formalizou a solicitação de extradição por meio de direcionada à Secretaria Nacional de Justiça. O órgão brasileiro providenciou a tradução dos documentos e os encaminhou ao ministro relator do caso no Supremo.

Paralelamente à tramitação da extradição, Byron também protocolou um pedido de refúgio junto ao Comitê Nacional para Refugiados (). O resultado dessa análise será determinante para definir a situação jurídica do estrangeiro, que permanece detido no Rio Grande do Sul.

Defesa alega perseguição política e risco de morte

Divergência sobre status de refugiado

Os advogados de Byron Xavier Guevara Albuja sustentam que ele deveria ser reconhecido como refugiado. A defesa chegou a afirmar que o Conare já teria aprovado o pedido, mas o comitê negou essa informação e esclareceu que o caso segue em análise.

Posição do

O advogado Eduardo Maurício argumenta que a extradição solicitada pelo Equador viola tratados bilaterais e direitos fundamentais. Em comunicado à CNN Brasil, a defesa alegou “” e “risco de morte” e disse confiar nas decisões do STF e no andamento do pedido de asilo.

Enquanto a Corte suprema não se pronuncia sobre o mérito, Byron permanece preso preventivamente, à espera de uma definição que envolve tanto a esfera diplomática quanto o sistema de proteção a refugiados do Brasil.


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