Economia

Empresário Joesley Batista diversifica negócios com investimento na indústria de defesa brasileira

Joesley Batista investe na Avibras através de fundo de R$ 300 milhões, entrando no setor de defesa nacional brasileiro

Joesley Batista investe na Avibras através de fundo

O empresário , controlador do grupo J&F, expandiu seus investimentos para um setor estratégico: a indústria de defesa nacional. O magnata dos negócios firmou acordo para participar do financiamento da , principal fabricante brasileira de equipamentos militares.

A operação é comandada pelo Fundo Brasil Crédito, que captou R$ 300 milhões junto a investidores privados. Esta movimentação representa uma nova frente de diversificação dos negócios da .

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Reestruturação da Avibras em andamento

A Avibras encontra-se em processo de recuperação judicial desde 2022. O fundo não apenas atua como principal financiador, mas também foi responsável pela elaboração do plano alternativo de reestruturação da companhia, já homologado tanto pela Justiça quanto pelos credores.

A empresa, sediada no Vale do Paraíba (SP), deve finalizar o anúncio de sua reestruturação nas próximas semanas, segundo informações da imprensa especializada.

Expansão do portfólio J&F

Com este movimento, a holding J&F amplia sua presença no mercado brasileiro. Atualmente, o grupo atua em diversos segmentos:

  • Proteína animal (JBS)
  • Celulose e papel (Eldorado Brasil Celulose)
  • Energia (Âmbar Energia)
  • Higiene e cosméticos (Flora)
  • Serviços financeiros (PicPay)
  • Defesa nacional (Avibras)

Interesse estratégico governamental

O investimento surge em momento oportuno para o Ministério da Defesa, que enfrenta limitações orçamentárias para investimentos no . O Brasil figura entre as principais economias que menos destinam recursos para desenvolvimento e produção de equipamentos de defesa.

Fontes do setor indicam que o governo federal já teria sinalizado apoio à Avibras por meio de novos contratos militares, visando modernizar o aparato das e fortalecer a empresa nacional diante do interesse de grupos internacionais.

Nos últimos dois anos, empresas da China, Austrália e Arábia Saudita demonstraram interesse na aquisição da fabricante brasileira de armamentos.


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