Justiça

Empresa ligada à nora de Jaques Wagner surge em pagamentos do Banco Master

Empresa ligada à nora de Wagner aparece em pagamentos do Banco Master; senador nega envolvimento e CPMI debate investigação.

Contrato envolvia crédito consignado, enquanto senador nega qualquer participação

Uma empresa associada à nora do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), aparece em registros de pagamentos do Banco Master, conforme revelado pelo Metrópoles. O caso envolve Bonnie de Bonilha, que mantém vínculo societário com a BK Financeira, empresa responsável por intermediar operações ligadas ao crédito consignado.

Bonnie é casada com Eduardo Sodré, atual secretário de Meio Ambiente da Bahia. A atuação da empresa teria sido direcionada à prospecção de oportunidades nesse tipo de crédito, bastante difundido em todo o país.

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Parceria empresarial e detalhes do contrato

A BK Financeira foi criada em 2021 e tem Bonnie como sócia ao lado do advogado Moisés Dantas. Ele confirmou a relação comercial e detalhou o tipo de serviço prestado ao banco.

“Somos sócios desde 2022, e o serviço prestado não foi de consultoria, mas de prospecção e indicação, em caráter de exclusividade, de operações e convênios de crédito consignado, modalidade existente em todo o Brasil”, afirmou Dantas ao Metrópoles.

Segundo o advogado, todos os pagamentos recebidos seguiram os trâmites formais exigidos. “Todos os valores recebidos foram formalizados por meio de nota fiscal, e balanços e extratos estão à disposição das autoridades”, acrescentou.

Posicionamento de Jaques Wagner

Diante da repercussão, Jaques Wagner declarou não ter qualquer envolvimento com as atividades da empresa. Em nota, o senador afirmou que “jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa citada”.

Ele também destacou que cabe exclusivamente à BK Financeira prestar esclarecimentos sobre seus contratos e operações.

CPMI do INSS: decisão sobre sala-cofre gera reação

Em outro desdobramento político, o presidente da do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), comentou a decisão do ministro que determinou o fechamento da chamada sala-cofre no Senado, restringindo o acesso a materiais apreendidos pela comissão.

Segundo Viana, a medida busca assegurar a integridade das investigações em curso. “A decisão […] protege a investigação. Protege a prova. E protege o resultado que o Brasil espera”, declarou nesta terça-feira, 17.

Restrição de acesso visa preservar investigação

De acordo com o senador, a determinação foi recebida com “respeito, maturidade institucional e total alinhamento” pela presidência da CPMI. Ele argumenta que limitar o acesso a conteúdos sensíveis reduz riscos de falhas e evita prejuízos à apuração.

“Nós não vamos permitir que esse trabalho seja comprometido por erro, por precipitação ou por qualquer tentativa de desorganizar aquilo que está sendo feito com seriedade. O nosso compromisso é com a verdade completa. E a verdade exige responsabilidade”, afirmou.


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