Política

Empresa do pai de ex-ministro de Lula recebeu R$ 1,1 milhão do Banco Master

RI Consulting do pai de Silvio Costa Filho recebeu R$ 1,1 milhão do Banco Master em 2025 para acompanhar reforma tributária

RI Consulting do pai de recebeu R$ 1,1 milhão do

A RI Consulting, empresa que tem como sócio o ex-deputado federal Silvio Costa, pai do ex-ministro de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho, foi beneficiada com transferências no valor total de R$ 1,1 milhão vindas do Banco Master durante o ano de 2025.

As informações constam em documentos da que foram encaminhados à CPI do Crime Organizado, no Senado, conforme dados divulgados pela coluna de Tácio Lorran, do site Metrópoles.

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Estrutura societária e área de atuação

Nos registros oficiais da Receita Federal, Silvio Costa figura como sócio da RI Consulting. A administração da companhia fica sob responsabilidade do empresário Carlos Antônio da Costa Cavalcanti Neto.

O escopo de atividades da empresa abrange consultoria em tecnologia da informação, publicidade, organização de feiras, congressos e exposições, além da prestação de serviços de captação de recursos.

Versão do ex-deputado

Em pronunciamento oficial, o ex-deputado Silvio Costa esclareceu os motivos da contratação de sua empresa pelo Banco Master. Segundo ele, os serviços prestados envolviam o acompanhamento da tramitação da no Nacional.

“Faço acompanhamento de projetos de lei de interesse dos clientes que estão tramitando nas câmaras municipais, assembleias legislativas e Congresso Nacional. Com o Banco Master, a RI Consulting fez contrato para acompanhar a tramitação da reforma tributária no Congresso Nacional e acompanhamento de projetos de lei nos estados e municípios”, afirmou.

O ex-parlamentar também incluiu na prestação de serviços o monitoramento de projetos de lei de interesse da instituição bancária em esferas estaduais e municipais.

Negativa de envolvimento em investigações

O ex-deputado federal negou categoricamente qualquer tipo de contato com órgãos ou instituições que aparecem nas investigações relacionadas ao Banco Master.

“Nunca fiz reunião com Banco Central, BRB ou qualquer instituição citada nas investigações do Banco Master. Enquanto durou o meu contrato, enviei mensalmente relatório de serviços que, inclusive, tive o cuidado de registrar em cartório uma ata notorial”, declarou Silvio Costa.

O ex-parlamentar ressaltou ainda que todos os relatórios de serviços prestados durante a vigência do contrato foram devidamente documentados em cartório através de ata notorial, como medida de transparência e registro oficial das atividades desenvolvidas.


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