Postagem diplomática traduz críticas de alto escalão americano e reforça sanções contra ministro do STF
A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou nesta quinta-feira (7) uma mensagem com duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e um alerta direcionado aos aliados do magistrado no Judiciário e em outras esferas de poder.
O comunicado traduz uma publicação feita pelo subsecretário de Diplomacia Pública dos EUA, Darren Beattie, que repercutiu nas redes sociais após condenar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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“O ministro Moraes é o principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores. Suas flagrantes violações de direitos humanos resultaram em sanções pela Lei Magnitsky, determinadas pelo presidente Trump. Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes. Estamos monitorando a situação de perto.”
Alerta de Beattie à Suprema Corte
Darren Beattie havia se pronunciado na quarta-feira (6) em sua conta no X (antigo Twitter), compartilhando uma postagem do Departamento de Estado dos EUA que condenava a decisão judicial contra Bolsonaro.
“Os aliados de Moraes na Suprema Corte e em outros lugares são fortemente aconselhados a não auxiliar ou encorajar o comportamento sancionado de Moraes”, escreveu o diplomata.
Sanções sob a Lei Magnitsky
A Lei Magnitsky é um instrumento usado pelos EUA para punir violações graves de direitos humanos e corrupção internacional, permitindo sanções contra indivíduos envolvidos nessas práticas. Segundo a declaração da embaixada, Alexandre de Moraes já foi alvo dessas sanções durante o governo Trump.