Ex-deputado federal projeta consolidação de regime autoritário no Brasil caso Lula permaneça no poder e nomeie novos ministros ao STF
A proibição imposta pelo ministro do STF Alexandre de Moraes a visitas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar, foi o estopim para uma declaração contundente do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A restrição vale por 90 dias e motivou o ex-parlamentar a publicar um texto na rede social X, nesta segunda-feira (13), no qual traça um cenário sombrio para a democracia brasileira.
A carta de Bolsonaro e a decisão de Moraes
O contexto da medida judicial remonta à divulgação, por Flávio, de uma carta escrita e assinada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. No documento, o ex-chefe do Executivo pede a união da direita em torno da pré-candidatura do senador fluminense ao Palácio do Planalto. Alexandre de Moraes interpretou a publicação como violação da medida cautelar que proíbe o ex-presidente de se manifestar publicamente.
Receba no WhatsApp as principais notícias do dia em primeira mão
Alerta sobre fim das eleições presidenciais
Na postagem, Eduardo Bolsonaro foi direto ao compartilhar a notícia sobre a decisão do magistrado e ao prever que, sem a vitória de seu irmão no pleito deste ano contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Brasil não terá mais disputa presidencial.
“Não haverá eleição em 2030, exceto se elegermos Flávio Bolsonaro. É impensável haver um país com Lula consolidando o atual regime e ainda botando +4 juízes no STF. Se já estão confortáveis hoje para fazer isso, imagina daqui a 4 anos, com controle total do STF+TSE?” — indagou o ex-deputado.
Temor de controle institucional
O argumento central de Eduardo gira em torno da possibilidade de Lula indicar quatro novos ministros ao STF (Supremo Tribunal Federal) durante um eventual novo mandato. Para o ex-parlamentar, isso representaria o domínio completo sobre o STF e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o que inviabilizaria qualquer eleição futura e configuraria a consolidação de um regime autoritário no país.
A manifestação de Eduardo acontece em um momento de crescente tensão entre a família Bolsonaro e o Poder Judiciário, com a decisão de Moraes impedindo que Flávio tenha contato presencial com Jair Bolsonaro durante o período eleitoral.