Política

Eduardo Bolsonaro alerta: eleição em 2030 não existirá se Flávio perder disputa de 2026

Eduardo Bolsonaro declarou que não haverá eleição presidencial em 2030 se Flávio não vencer Lula em 2026, prevendo regime autoritário

Ex-deputado federal projeta consolidação de regime autoritário no Brasil caso Lula permaneça no poder e nomeie novos ministros ao STF

A proibição imposta pelo ministro do STF a visitas de Flávio (PL-RJ) ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre domiciliar, foi o estopim para uma declaração contundente do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A restrição vale por 90 dias e motivou o ex-parlamentar a publicar um texto na rede social X, nesta segunda-feira (13), no qual traça um cenário sombrio para a brasileira.

A carta de Bolsonaro e a decisão de Moraes

O contexto da medida judicial remonta à divulgação, por Flávio, de uma carta escrita e assinada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. No documento, o ex-chefe do Executivo pede a união da direita em torno da pré-candidatura do senador fluminense ao Palácio do Planalto. Alexandre de Moraes interpretou a publicação como violação da medida cautelar que proíbe o ex-presidente de se manifestar publicamente.

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Alerta sobre fim das eleições presidenciais

Na postagem, Eduardo Bolsonaro foi direto ao compartilhar a notícia sobre a decisão do magistrado e ao prever que, sem a vitória de seu irmão no pleito deste ano contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Brasil não terá mais disputa presidencial.

“Não haverá eleição em 2030, exceto se elegermos Flávio Bolsonaro. É impensável haver um país com Lula consolidando o atual regime e ainda botando +4 juízes no STF. Se já estão confortáveis hoje para fazer isso, imagina daqui a 4 anos, com controle total do STF+TSE?” — indagou o ex-deputado.

Temor de controle institucional

O argumento central de Eduardo gira em torno da possibilidade de Lula indicar quatro novos ministros ao STF (Supremo Tribunal Federal) durante um eventual novo mandato. Para o ex-parlamentar, isso representaria o domínio completo sobre o STF e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o que inviabilizaria qualquer eleição futura e configuraria a consolidação de um regime autoritário no país.

A manifestação de Eduardo acontece em um momento de crescente tensão entre a Bolsonaro e o Poder Judiciário, com a decisão de Moraes impedindo que Flávio tenha contato presencial com Jair Bolsonaro durante o período eleitoral.


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