Estabelecimento em Americana (SP) mantinha carnes, queijos, pizzas e outros produtos vencidos, mal armazenados e com insetos
O dono de um supermercado localizado em Americana, no interior de São Paulo, foi preso em flagrante nesta segunda-feira (09), depois que a Vigilância Sanitária identificou e apreendeu 400 kg de alimentos impróprios para consumo no estabelecimento situado no bairro Jardim Nossa Senhora Aparecida. O setor de açougue foi interditado imediatamente.
A operação contou com o suporte da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana (SP). Conforme informações da prefeitura, foram recolhidos aproximadamente 260 kg de produtos perecíveis e 175 kg de especiarias, condimentos e outros itens similares.
Irregularidades identificadas na fiscalização
Imagens feitas no local mostram carnes, queijos, pizzas pré-prontas, embutidos e especiarias armazenados de forma inadequada, além da presença de insetos.
Durante a inspeção, as equipes constataram falta de higiene no estabelecimento e encontraram diversos produtos sem identificação ou sem as informações obrigatórias, como número de lote, data de validade e identificação do fabricante.
Prisão do proprietário e crime contra o consumidor
O proprietário foi conduzido à delegacia e autuado por crime contra as relações de consumo. Ele segue à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia nos próximos dias.
Denúncia anônima motivou a operação policial
De acordo com a polícia, a fiscalização foi iniciada após o recebimento de uma denúncia anônima relatando odor forte nas áreas de laticínios e do açougue, além de apontar a presença de produtos vencidos, deteriorados e impróprios para consumo.
No local, os agentes confirmaram que carnes estavam em estado visivelmente inadequado, e encontraram diversos produtos fora da validade ou sem especificações legais.
Itens irregulares encontrados incluíam:
- pizzas, carnes e frios sem identificação adequada;
- produtos com prazo de validade vencido;
- bacon, presunto e outros embutidos deteriorados;
- temperos naturais sem dados obrigatórios, como lote, validade e fabricante.
Além disso, foi verificado que o setor de açougue apresentava condições precárias de higiene, tanto nas áreas de manipulação e venda, quanto na câmara fria. Todos os itens considerados impróprios para consumo foram recolhidos pela Vigilância Sanitária e destinados para descarte apropriado.