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Dom Adair critica governo Lula e desfile da Acadêmicos de Niterói por “deboche” à família

Dom Adair critica desfile da Acadêmicos de Niterói e governo Lula, apontando ataque à família e uso de recursos públicos.

Bispo de Formosa aponta ataque a valores cristãos e questiona uso de recursos públicos

Durante a missa de Quarta-feira de Cinzas celebrada na última quarta-feira (18), o bispo da Diocese de Formosa (GO), dom Adair José Guimarães, fez duras críticas ao cenário cultural e político do país. Em sua homilia, mencionou diretamente o desfile da escola Acadêmicos de Niterói, apresentado na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, e também direcionou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio da Silva (PT).

A manifestação ocorreu após o desfile ganhar repercussão nacional. Parte do interpretou uma das alas como deboche à família tradicional. Além disso, críticos apontaram que houve referências que configurariam propaganda política antecipada em favor do presidente.

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Críticas ao desfile na Sapucaí

Na celebração, dom Adair afirmou que a fé cristã voltou a ser alvo de desrespeito durante as festividades carnavalescas.

– Vimos mais uma vez a fé cristã ser escarnecida e vilipendiada durante as festividades do carnaval, especialmente no desfile da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Sob o pretexto de arte e liberdade de expressão, assistimos a um ataque deliberado aos valores mais sagrados para nós, com um deboche particular dirigido à família tradicional, à família conservadora, pilar da sociedade e santuário da vida – disse.

O bispo também destacou o que classificou como agravante no episódio: o financiamento público da apresentação.

– Mas o que torna esse estardalhaço ainda mais grave, ainda mais revoltante, é saber que todo esse deboche da família, dos trabalhadores, todo esse incentivo à cultura do ódio, toda essa divisão cada vez mais profunda em nosso Brasil, foi patrocinado pelo – ressaltou.

Críticas ao governo federal

Na homilia, dom Adair ampliou as críticas e responsabilizou o governo federal pelo que considerou uma instrumentalização política do momento.

Segundo ele, trata-se de uma gestão que “não cumpre com as suas obrigações, fundamentais, para com o nosso povo”, além de não conseguir administrar áreas básicas como saúde, segurança e educação.

– Um governo que não educa, que não cuida da saúde, que não oferece segurança, quis fazer daquele momento um momento político, um momento eleitoral, uma campanha presidencial antecipada, enquanto nossas não têm escolas adequadas, enquanto nossas famílias sofrem com a falta de oportunidades e com a violência – afirmou.

“Projeto cultural” e identidade cristã

Para o bispo de Formosa, o episódio vai além de um desfile específico e reflete um quadro mais amplo.

Ele classificou a situação como um “sintoma de um projeto cultural que busca desconstruir a identidade de nosso povo, uma identidade que foi forjada sob o signo da cruz de Cristo”.

Em outro trecho da homilia, dom Adair criticou modelos familiares que, segundo sua visão, contrariam os ensinamentos da Igreja.

– Propõe-se [com esses episódios] um modelo de família que o catecismo da Igreja Católica nos ensina a discernir como contrário ao plano de Deus. Uma estrutura familiar desajustada, sem a referência paterna e materna como alicerces, onde os laços com Deus são cortados e os padrões bíblicos e os ensinamentos da Igreja são descartados como antiquados, só pode produzir uma sociedade embaraçada pela esquizofrenia social e o sofrimento existencial, das pessoas que não tiveram o direito de assentar suas vidas e fundamentar o seu caráter sobre as virtudes cristãs – completou.

As declarações reforçaram a reação de setores cristãos e que já haviam manifestado indignação com o desfile da escola.



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