Faixa de 16 a 24 anos impulsiona índice negativo geral do presidente
A avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresenta forte rejeição entre os mais jovens. Segundo pesquisa AtlasIntel-Bloomberg, 72% dos brasileiros entre 16 e 24 anos desaprovam o desempenho do chefe do Executivo.
O levantamento foi realizado entre os dias 18 e 23 de março de 2026, com 5.028 entrevistados em todo o país.
Receba no WhatsApp as principais notícias do dia em primeira mão
Jovens lideram rejeição; faixa de meia-idade concentra apoio
Os dados mostram que a maior taxa de desaprovação está concentrada justamente no público mais jovem. Em contrapartida, o maior índice de aprovação aparece entre pessoas de 45 a 59 anos, com 58,8%.
Esse recorte faz parte do cruzamento demográfico da pesquisa, que analisa variáveis como idade, renda e gênero.
Amostra jovem representa cerca de 10% do total
Dentro do universo pesquisado, 10,5% dos entrevistados tinham entre 16 e 24 anos — o equivalente a aproximadamente 528 pessoas.
Embora a margem de erro geral da pesquisa seja de um ponto percentual, esse nível não necessariamente se aplica aos recortes por grupo, já que as amostras segmentadas são menores.
Desaprovação geral também cresce
Considerando todos os entrevistados, sem segmentação por idade, a maioria também desaprova o presidente:
- Desaprovam: 53,5%
- Aprovam: 45,9%
- Não sabem: 0,6%
Os números mostram tendência de alta na rejeição: eram 51% em janeiro, 52% em fevereiro e agora 53% em março.
Avaliação do governo segue padrão negativo
Quando questionados sobre a avaliação do governo federal, os entrevistados também indicaram predominância de opiniões negativas:
- Ruim/Péssimo: 49,8%
- Bom/Ótimo: 40,6%
- Regular: 9,6%
Jovens também lideram avaliação negativa do governo
Entre os recortes por idade, os jovens voltam a se destacar na avaliação do governo:
- 65,2% dos entrevistados de 16 a 24 anos classificam a gestão como ruim ou péssima
- 57,7% entre aqueles de 25 a 34 anos têm a mesma percepção
Tendência reforça desafio político
Os dados indicam que a faixa etária mais jovem tem puxado para cima os índices de desaprovação do presidente, ampliando o desafio político para o governo na manutenção e ampliação de apoio popular.