Política

Deputado Gil Diniz denuncia coordenador do MBL ao MP por chamar Vini Jr de “mono” durante transmissão ao vivo

Deputado Gil Diniz denuncia Eduardo Bisoto ao Ministério Público após marqueteiro do MBL chamar Vinícius Júnior de mono durante transmissão ao vivo

Coordenador do MBL e marqueteiro de pré-candidato presidencial é alvo de representação criminal por suposta injúria racial contra o jogador Vinícius Júnior

Uma representação criminal foi protocolada na quinta-feira (11) contra Eduardo Bisoto, coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), por ter chamado o jogador Vinícius Júnior de “mono” — termo que significa macaco em espanhol — durante uma live. A iniciativa partiu do deputado estadual Gil Diniz (PL-SP), conhecido como Carteiro Reaça.

O episódio na transmissão ao vivo

O incidente ocorreu enquanto Bisoto reagia a um lance do amistoso entre Brasil e Egito, disputado no sábado (6). O marqueteiro, responsável pela comunicação do à Presidência Renan Santos (Missão), proferiu a palavra ofensiva ao se referir ao atacante da seleção brasileira. Logo após o xingamento, uma mulher presente no ambiente o advertiu sobre a fala. A transmissão em questão já não se encontra mais disponível.

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Conteúdo da denúncia ao Ministério Público

No documento encaminhado à Promotoria, Gil Diniz detalhou o teor discriminatório da expressão utilizada pelo coordenador do MBL. De acordo com o texto da representação:

— O Noticiado utilizou de forma pejorativa e manifestamente discriminatória o termo “mono” para se referir especificamente ao jogador Vinicius Junior. Com efeito, o termo “mono” é usado em situações semelhantes de verbal e xingamentos racistas, tendo em vista que, pela tradução literal, o termo significa “macaco” ou “símio” — disse.

Crítica ao papel estratégico de Bisoto

O parlamentar fez questão de ressaltar um agravante no caso: a posição ocupada por Bisoto como estrategista de marketing de uma pré-candidatura presidencial. Para o deputado, essa condição torna o episódio ainda mais grave.

— É inadmissível que indivíduos que operam no núcleo estratégico e de comunicação de pré-candidaturas ao cargo máximo da República utilizem o espaço público digital para disseminar preconceito estrutural e discursos puramente segregacionistas. Como representante do povo e defensor da Constituição e das Leis, este Deputado manifesta sua mais absoluta e veemente repulsa a qualquer ato que flerte com o ou a , condutas odiosas que não possuem espaço em um Estado Democrático de Direito — declarou.

Próximos passos

Com a representação formalizada, Gil Diniz aguarda agora as providências do em relação ao caso. O deputado divulgou a denúncia em suas redes sociais, compartilhando uma publicação em seu perfil no Instagram (@carteiroreaca) sobre o episódio.

O termo “mono” é frequentemente associado a episódios de injúria racial, especialmente em contextos esportivos europeus, onde jogadores negros são alvos recorrentes de ofensas desse tipo. Em português, a tradução literal remete a “macaco”, expressão amplamente reconhecida como insulto racista.


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