Deputado aliado do PT é alvo da PF e acusado de chefiar milícia na Bahia

PF caça dez acusados de integrar milícia em Feira de Santana, que seria chefiada pelo deputado Binho Galinha (Patriota)
Aliado Do Governador Jerônimo Rodrigues (PT) Deputado Binho Galinha (Patriota) É Alvo Da PF Aliado Do Governador Jerônimo Rodrigues (PT) Deputado Binho Galinha (Patriota) É Alvo Da PF
Aliado do governador Jerônimo Rodrigues (PT) deputado Binho Galinha (Patriota) é alvo da PF e apontado como chefe de milícia que atua na região de Feira de Santana (Fotos: Divulgação PF e Instagram)

PF caça dez acusados de integrar milícia em Feira de Santana, que seria chefiada pelo deputado Binho Galinha (Patriota)

A Operação El Patron foi realizada pela Polícia Federal para combater uma milícia que atua na região de Feira de Santana, na Bahia. O deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como “Binho Galinha”, um aliado do PT de Lula, juntamente com três policiais militares, foram alvos da operação. Dez mandados de prisão e 33 de busca e apreensão foram cumpridos contra a organização criminosa, e cerca de R$ 700 milhões foram bloqueados das contas dos investigados por determinação da Justiça Federal.

A ação autorizada pela 1ª Vara Criminal de Feira de Santana confiscou 26 imóveis urbanos e rurais, bem como interrompeu as operações comerciais de seis empresas associadas a uma milícia especializada em lavagem de dinheiro proveniente de atividades ilegais, como jogos de azar, empréstimos ilegais, chantagem e receptação qualificada.

Binho Galinha, que é aliado do governador da Bahia Jerônimo Rodrigues (PT), foi apontado como líder da organização criminosa. A Polícia Federal afirmou que irá continuar investigando o deputado, mesmo ele tendo foro privilegiado por conta de suas funções. O nome do deputado não foi mencionado.

“Desde 2018, o Supremo Tribunal Federal vem entendendo que parlamentares serão processados e julgados pela justiça de primeiro grau em caso cometimento de crimes antes da diplomação do cargo e desconexo a ele”, informou a PF.

Duzentos policiais federais e estaduais, juntamente com quinze auditores-fiscais da Receita Federal e seis analistas tributários, são responsáveis pelo cumprimento de ordens judiciais.

Crimes e lavagem de dinheiro

Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início após uma denúncia do Ministério Público da Bahia, que apontou a ocorrência de crimes graves na área de Feira de Santana. Durante a apuração, foram coletados indícios que comprovam a atuação dos suspeitos no grupo miliciano, revelando a estrutura e a força financeira da organização criminosa.

A partir dos itens confiscados e das informações recentemente obtidas, a investigação seguirá em frente na busca por outras pessoas envolvidas na milícia. A apuração pode resultar em acusações de crimes cujas penas máximas, combinadas, excedem 50 anos de prisão para os suspeitos.

A ordem judicial foi cumprida pela Receita Federal, e a Polícia Federal criou relatórios indicando discrepâncias fiscais entre os investigados, transações financeiras suspeitas, além da posse de bens móveis e imóveis não declarados e possíveis sinais de lavagem de dinheiro.

“Observou-se a participação de três policiais militares do estado da Bahia, os quais integrariam o braço armado do grupo miliciano, cujas atribuições seriam de efetuar cobranças, mediante violência e grave ameaça, de valores indevidos oriundos de jogos ilícitos e empréstimos a juros excessivos”, informou a PF.

A ação foi realizada com a colaboração do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal (COT), Grupo de Intervenção Rápida da Polícia Federal (GPI), Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual (GAECO) e da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil da Bahia (CORE). As informações são do Diário do Poder.


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